Valdemar, 32 anos, com histórico de hanseníase em tratamento...
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Tema central: O tema abordado é reação hansênica tipo 2 grave (eritema nodoso necrotizante), complicação imunológica da hanseníase, caracterizada por alterações cutâneas sistêmicas e potencial risco à vida.
Justificativa para a alternativa correta (E): O paciente em tratamento de hanseníase evolui com lesões cutâneas ativa e ulceradas (pústulas, vesículas, crostas e bolhas purulentas), associadas a febre, linfadenomegalia, orquiepididimite e iridociclite — manifestações sistêmicas típicas da reação hansênica tipo 2, mais especificamente a forma "necrotizante" de eritema nodoso hansênico.
Tal quadro, segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Hanseníase do Ministério da Saúde: "Em casos severos pode ocorrer necrose e ulceração das lesões (eritema nodoso necrotizante)". Esses sintomas, aliados ao comprometimento hepático e renal (aumento de TGO, TGP, bilirrubinas, anemia e hematúria), consolidam o diagnóstico.
Comentando as alternativas incorretas:
A) Septicemia por piodermite: Apesar de haver febre e lesões no trajeto cutâneo, o envolvimento sistêmico (orquiepididimite, iridociclite, linfadenomegalia) é mais característico da reação hansênica tipo 2 que de septicemia secundária à piodermite.
B) Efeito adverso à rifampicina: Efeitos colaterais comuns são hepatite medicamentosa, náuseas e outros sintomas gastrointestinais, lesões cutâneas graves e multissistêmicas não são típicas desse fármaco.
C) Efeito adverso à dapsona: Pode causar síndrome tipo Stevens-Johnson, hemólise ou metemoglobinemia, porém não justifica as manifestações sistêmicas e o padrão necrótico/vesicobolhoso tão extensos descritos.
D) Reação Tipo 1 com infecção secundária: Essa reação cursa principalmente com exacerbação das lesões prévias e neurite, sem o quadro sistêmico clássico da reação tipo 2, nem com lesões tão extensas necróticas.
Dica de prova: Sempre procure sintomas sistêmicos e lesões cutâneas agravadas em pacientes com hanseníase — são pistas-chave para diferenciar entre os tipos de reação.
Referências: PCDT da Hanseníase, Ministério da Saúde, pág. 60-61.
Anais Brasileiros de Dermatologia, casos de eritema nodoso necrotizante (2021).
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