Leia o caso clínico a seguir. Paciente do sexo masculino, d...

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Q4154302 Medicina

Leia o caso clínico a seguir.



Paciente do sexo masculino, de cinco anos, vem trazido pela mãe que relata otalgia à esquerda intensa, associada a febre (T: 38,3 ºC), há um dia. Relata quadro gripal há sete dias. A mãe também informa que a criança não usou antibiótico nos últimos três meses. Ao exame: bom estado geral, Tax: 37,4 ºC, conchas nasais hiperplásicas, membrana timpânica hiperemiada e com abaulamento leve à esquerda, sem alterações à direita.



Nesse momento da avaliação, a melhor conduta é prescrever: 

Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: A diretriz citada na base permite observação inicial em otite média aguda não grave em criança maior de 2 anos; neste caso, os achados decisivos são 5 anos de idade, quadro unilateral, bom estado geral, ausência de otorreia, febre não elevada no momento da avaliação e abaulamento leve da membrana timpânica, o que conduz a tratamento sintomático com analgesia/antitérmico, sem antibiótico imediato.

Tema central: OMA não grave
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque indica antibiótico imediato de espectro ampliado em um quadro que, pela base, admite observação inicial. O erro decisivo não é a dose, mas a própria indicação de tratar com antibiótico agora. Além disso, a base afirma que amoxicilina-clavulanato fica para situações selecionadas, como uso recente de amoxicilina, conjuntivite purulenta associada ou suspeita de produtor de beta-lactamase, e esses gatilhos não aparecem no enunciado.
B
Certa
A alternativa B está correta porque a questão cobra conduta inicial, e não apenas reconhecimento diagnóstico. O enunciado sustenta otite média aguda pela associação de hiperemia com abaulamento timpânico, mas a estratificação de gravidade é favorável à observação: criança maior de 2 anos, infecção unilateral, bom estado geral, sem otorreia e sem sinais sistêmicos importantes. Nesse cenário, a recomendação descrita na base é controle de dor e febre, com antibiótico reservado para piora clínica, ausência de melhora ou apresentações graves. Além disso, a analgesia é componente obrigatório do manejo e, em casos selecionados como este, pode ser suficiente como conduta inicial.
C
Errada
Está errada porque, embora a amoxicilina seja a primeira linha usual quando se decide tratar otite média aguda, o caso não preenche critério da base para antibiótico imediato. A criança tem mais de 2 anos, a otite é unilateral, o estado geral é bom e não há sinais de gravidade que imponham antibiótico naquele momento. A base também destaca que a dose proposta não corresponde ao esquema de alta dose usualmente lembrado quando se opta por tratar, mas o motivo principal de exclusão é a ausência de necessidade imediata de antibiótico.
D
Errada
Está errada por dois motivos médicos concretos: primeiro, o caso permite observação inicial com tratamento sintomático, sem antibiótico imediato; segundo, não há justificativa clínica no enunciado para escolher amoxicilina-clavulanato, já que a base reserva essa associação para cenários específicos que não estão presentes aqui, como uso recente de amoxicilina ou outros indícios de necessidade de cobertura ampliada.
Pegadinha da questão
A banca descreve achados suficientes para diagnosticar otite média aguda, mas o ponto decisivo não é diagnosticar e sim reconhecer que, em criança maior de 2 anos com quadro unilateral e não grave, o diagnóstico não obriga antibiótico imediato.
Dica para questões semelhantes
  • Em otite média aguda pediátrica, decida primeiro se há gravidade antes de escolher antibiótico.
  • Criança maior de 2 anos, com quadro unilateral, bom estado geral e sem otorreia, pode entrar em estratégia de observação inicial com analgesia.
  • Amoxicilina-clavulanato não é escolha universal; procure no enunciado os gatilhos que justifiquem cobertura ampliada.
  • Hiperemia timpânica isolada não define conduta; abaulamento ajuda no diagnóstico, mas a prescrição depende da estratificação clínica.

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