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Ano: 2014 Banca: IADES Órgão: EBSERH Prova: IADES - 2014 - EBSERH - Médico psiquiatra |
Q2916826 Medicina
Considerando os informes em anos recentes, assinale a alternativa que apresenta a droga causadora de encefalite nãobacteriana.
Alternativas

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Tema central da questão: O assunto tratado é a associação de psicofármacos com encefalite não bacteriana, conceito importante na atuação médica. Encefalite não bacteriana corresponde, classicamente, a processos inflamatórios cerebrais de origem viral, autoimune ou medicamentosa (raramente). Saber identificar riscos de efeitos adversos medicamentosos é parte essencial da prática psiquiátrica moderna.

Justificativa da alternativa correta (A – Lamotrigina):
A lamotrigina é um anticonvulsivante e estabilizador do humor muito prescrito em transtorno bipolar e epilepsia. Dentre seus efeitos adversos graves, destacam-se reações de hipersensibilidade, como a síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica. Seu potencial de induzir encefalite não bacteriana é apreciado em relatos raros, sobretudo relacionados a quadros autoimunes desencadeados pelo medicamento, levando à meningoencefalite asséptica. Embora não haja protocolo oficial brasileiro ou internacional ligando lamotrigina de forma direta à encefalite não bacteriana, este efeito colateral é reconhecido em literatura de caso (ver UpToDate; Goodman & Gilman's, 14ª ed.), diferenciando mecanismos imunológicos e de toxicidade direta dos quadros infecciosos comuns.

Análise das alternativas incorretas:

B) Amitriptilina: Trata-se de um antidepressivo tricíclico. Não há evidências ou relatos em grandes séries que associem a amitriptilina à encefalite não bacteriana. Seus principais efeitos tóxicos são antimuscarínicos, cardíacos e neurológicos (delírio tóxico), mas não encefalite.

C) Haloperidol: É um antipsicótico típico. As manifestações adversas mais graves referem-se a síndrome neuroléptica maligna e sintomas extrapiramidais, mas não há relação com encefalite.

D) Aripiprazol e E) Olanzapina: Ambos são antipsicóticos atípicos, cujos principais riscos se relacionam a efeitos metabólicos, sedação e, raramente, discinesia tardia. Não há associação descrita em evidências clínicas entre essas drogas e encefalite não bacteriana.

Dicas para questões semelhantes: Fique atento a efeitos adversos graves descritos em bula e literatura e priorize sempre a análise dos mecanismos fisiopatológicos sugeridos no enunciado. O termo "encefalite não bacteriana" pode englobar causas virais, autoimunes e tóxicas – diferencie bem estas entidades. Palavras como “relatos recentes” sinalizam novidades ou raridades na literatura (pegadinha comum em provas).

Referências: UpToDate; Goodman & Gilman's: As Bases Farmacológicas da Terapêutica, 14ª ed.; PCDT Transtorno Bipolar (Ministério da Saúde).

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