No choque hipovolêmico do paciente politraumatizado 

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Q4154293 Medicina
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Gabarito: B

Fundamento decisivo: No choque hipovolêmico do politraumatizado, a alternativa correta é a que descreve a coagulopatia do trauma: perda/consumo de fatores e plaquetas, desregulação da coagulação e da fibrinólise, com agravamento por acidose e hipocalcemia; esse é o achado fisiopatológico que sustenta o gabarito B.

Tema central: Coagulopatia do trauma
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada por dois motivos médicos objetivos: ringer lactato não é solução hipotônica, e no traumatismo cranioencefálico grave não se prefere solução hipotônica, porque a hipotonicidade favorece edema cerebral.
B
Certa
A alternativa B está correta porque descreve mecanismos reais da coagulopatia associada ao trauma com choque hemorrágico. Nesse contexto, a hemorragia leva à perda de sangue total, com redução de fatores de coagulação e plaquetas, além de consumo e disfunção hemostática. Alterações da fibrinólise também participam do quadro. Acidose agrava o sangramento ao reduzir a eficiência enzimática da cascata da coagulação, e hipocalcemia compromete etapas cálcio-dependentes da hemostasia. Esse conjunto corresponde ao núcleo fisiopatológico cobrado na questão.
C
Errada
Está errada porque não existe recomendação universal de manter hemoglobina maior ou igual a 10 g/dL independentemente dos antecedentes mórbidos. A necessidade transfusional no trauma depende do contexto clínico e hemodinâmico, do sangramento, da perfusão e das comorbidades.
D
Errada
Está errada porque hipotermia no trauma hemorrágico não deve ser mantida; ela agrava a coagulação e integra a tríade letal do trauma, junto com acidose e coagulopatia.
Pegadinha da questão
A banca mistura afirmações corretas sobre coagulopatia do trauma com erros clássicos de ressuscitação: chamar ringer lactato de hipotônico, ressuscitar a regra antiga de hemoglobina 10 g/dL como alvo universal e tratar hipotermia como benéfica no choque hemorrágico.
Dica para questões semelhantes
  • Em trauma com choque hemorrágico, procure a alternativa que reconhece perda/consumo de fatores e plaquetas, fibrinólise e agravantes metabólicos como acidose e hipocalcemia.
  • No TCE grave, elimine alternativas que proponham hipotonicidade, porque ela pode piorar edema cerebral.
  • Desconfie de metas universais de hemoglobina no politrauma; a decisão transfusional depende do contexto clínico e hemodinâmico.
  • Se a alternativa tratar hipotermia como desejável no trauma hemorrágico, descarte: ela agrava a coagulopatia.

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