Paciente, 62 anos, sexo masculino, hipertenso e diabético ti...

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Q4152450 Medicina
Paciente, 62 anos, sexo masculino, hipertenso e diabético tipo 2 (DM2) há 15 anos, com controle glicêmico irregular (última HbA1c: 9,2%). Comparece à consulta de rotina queixando-se de dor em queimação e dormência nos pés, que piora à noite e melhora levemente ao caminhar. Nega sintomas coronarianos. Ao exame físico, apresenta diminuição da sensibilidade vibratória e térmica em "bota" (ambos os pés), além de pulsos pediosos diminuídos. Exames laboratoriais indicam albuminúria de 24 horas elevada (>300 mg/24h). Com base na complicação crônica mais provável apresentada pelo paciente, assinale a alternativa INCORRETA:
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O caso descreve neuropatia periférica simétrica distal e nefropatia diabética albuminúrica em paciente com DM2 de longa duração. Nesse contexto, a alternativa incorreta é a D, porque os IECA não são contraindicados de rotina: eles reduzem a pressão intraglomerular e a albuminúria, retardando a progressão da doença renal diabética.

Tema central: Complicações crônicas do DM2
Análise das alternativas
A
Errada
Não é a incorreta. Dor em queimação, piora noturna, dormência e perda de sensibilidade vibratória e térmica em padrão em bota são achados típicos de neuropatia periférica simétrica distal diabética, a forma mais comum de neuropatia no DM2.
B
Errada
Não é a incorreta. Albuminúria persistente >300 mg/24h em paciente com DM de longa duração sugere nefropatia diabética, uma complicação microvascular associada também a maior risco cardiovascular.
C
Errada
Não é a incorreta. A perda de sensibilidade protetora por neuropatia sensitiva distal aumenta o risco de trauma não percebido, ulceração e pé diabético; os pulsos diminuídos podem somar componente vascular ao risco.
D
Certa
A alternativa D é a incorreta porque inverte o efeito farmacológico dos IECA na doença renal diabética albuminúrica. No diabético com albuminúria, o bloqueio do sistema renina-angiotensina-aldosterona é renoprotetor, pois reduz albuminúria e lentifica a progressão da nefropatia, além de benefício anti-hipertensivo e cardiovascular. Assim, não se pode afirmar que IECA aceleram a nefropatia diabética, salvo contraindicações específicas não descritas no caso.
E
Errada
Não é a incorreta. Em DM2 de longa duração e mal controlado, o rastreamento de retinopatia deve ser periódico, em geral anual. O enunciado sustenta alto risco para retinopatia, embora não confirme retinopatia proliferativa já instalada.
Pegadinha da questão
A banca tenta induzir o erro de considerar os IECA prejudiciais na nefropatia diabética, quando na verdade eles têm efeito renoprotetor e reduzem albuminúria.
Dica para questões semelhantes
  • Em diabético com dor em queimação e perda sensitiva distal em bota, pense em neuropatia periférica simétrica distal.
  • Albuminúria >300 mg/24h em DM crônico aponta para nefropatia diabética e maior risco cardiovascular.
  • Na doença renal diabética albuminúrica, IECA/BRAs são medidas clássicas de proteção renal, salvo contraindicações específicas.
  • Perda de sensibilidade protetora nos pés aumenta o risco de úlceras e pé diabético.

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