"De fato, no ano passado, o Telescópio Espacial James Webb ...
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Ano: 2026
Banca:
IDCAP
Órgão:
Prefeitura de Vitória - ES
Prova:
IDCAP - 2026 - Prefeitura de Vitória - ES - Professor de Educação Básica III - PEB III Ciências |
Q4323549
Português
Texto associado
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
O Universo está ficando sem novas estrelas?
Nada dura para sempre... nem mesmo o nosso Universo.
Nas últimas duas décadas, os astrônomos têm detectado
indícios de que o cosmos podem ter passado do seu
auge. Um dos sinais reveladores é que cada vez menos
estrelas estão nascendo.
Não que o Universo esteja ficando sem estrelas, veja
bem. Há estimativas de que ele possa conter até um
septilhão delas. Ou seja, 1, seguido de 24 zeros.
Mas os astrônomos acreditam que a produção de novas
estrelas está diminuindo.
O consenso científico atual é que o Universo tem cerca
de 13,8 bilhões de anos. As primeiras estrelas se
formaram logo após o Big Bang.
De fato, no ano passado, o Telescópio Espacial James
Webb encontrou um trio de estrelas em nossa própria
galáxia, a Via Láctea, que, acredita-se, tem mais de 13
bilhões de anos.
As estrelas são essencialmente bolas gigantes de gás
quente que começam sua vida da mesma maneira.
Elas se formam em enormes nuvens de poeira e gás
espacial conhecidas como nebulosas. A gravidade atrai
aglomerados de gás, que eventualmente se aquecem e
se tornam uma estrela bebê, ou protoestrela.
À medida que o núcleo da estrela aquece a milhões de
graus, os átomos de hidrogênio em seu interior são
comprimidos para formar hélio em um processo
chamado fusão nuclear. Isso emite luz e calor, e a
estrela agora está em uma fase estável, a "sequência
principal".
Os astrônomos estimam que as estrelas da sequência
principal, incluindo o nosso Sol, representam cerca de
90% de todas as estrelas do Universo. Elas variam em
tamanho de um décimo a 200 vezes a massa do Sol.
Eventualmente, essas estrelas ficam sem combustível
para queimar e podem seguir caminhos diferentes em
sua jornada rumo à morte.
Estrelas de menor massa, como o nosso Sol, passam
por um processo de declínio ao longo de bilhões de
anos.
Para as "irmãs" maiores, que têm pelo menos oito vezes
a massa do Sol, o fim é mais dramático: elas explodem
em uma enorme explosão chamada supernova.
Estrelas veteranas dominam
Em 2013, uma equipe internacional de astrônomos que
estudava tendências na formação de estrelas afirmou
que 95% de todas as estrelas que existirão já haviam
nascido.
"Claramente, vivemos em um Universo dominado por estrelas antigas", afirmou o autor principal desse estudo,
David Sobral, em um artigo publicado no site do Subaru
Telescope à época.
Na linha do tempo do Universo, parece que o pico da
formação de estrelas ocorreu há aproximadamente 10
bilhões de anos, em um período conhecido como
Meio-dia Cósmico.
"As galáxias convertem gás em estrelas, e estão fazendo
isso a uma taxa decrescente", diz o professor Douglas
Scott, cosmólogo da Universidade da Colúmbia Britânica,
no Canadá.
O professor Scott é coautor de um estudo em
pré-publicação, atualmente em processo de revisão por
pares, que analisou dados dos telescópios Euclid e
Herschel da Agência Espacial Europeia.
Ele e uma equipe internacional de pesquisadores
conseguiram estudar simultaneamente mais de 2,6
milhões de galáxias, o que foi possível graças à missão
do Euclid de criar um imenso mapa 3D do Universo.
Os astrônomos estavam particularmente interessados no
calor emitido pela poeira estelar. Galáxias com uma taxa
mais alta de formação estelar tendem a ter poeira mais
quente, pois abrigam estrelas maiores e mais quentes.
A equipe descobriu que as temperaturas das galáxias
têm diminuído gradualmente ao longo de vários bilhões
de anos, segundo Scott.
"Já ultrapassamos em muito o tempo máximo de
formação estelar, e haverá cada vez menos novas
estrelas em cada geração de formação estelar", afirma
ele.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn98n731qqwo- adaptado.
"De fato, no ano passado, o Telescópio Espacial James
Webb encontrou um trio de estrelas em nossa própria
galáxia, a Via Láctea, que, acredita-se, tem mais de 13
bilhões de anos."
Considerando as regras de acentuação dos vocábulos presentes no trecho e no texto-base, identifique a alternativa INCORRETA.
Considerando as regras de acentuação dos vocábulos presentes no trecho e no texto-base, identifique a alternativa INCORRETA.