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Q4152442 Medicina
Um paciente de 65 anos, tabagista ativo (40 maços/ano), comparece à consulta queixando-se de dispneia progressiva aos esforços (mMRC 2) e tosse crônica com expectoração. A espirometria revela um volume expiratório forçado no primeiro segundo/capacidade vital forçada (VEF1/CVF) de 0,55 após o uso de broncodilatador. Com base nas diretrizes para DPOC e na correlação clínica/funcional, assinale a alternativa CORRETA.
Obs.: Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), Volume Expiratório Forçado no primeiro segundo (VEF1), Capacidade Vital Forçada (CVF), o índice BODE é uma ferramenta utilizada para avaliar o prognóstico de pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e índice de massa corporal (IMC). 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: A DPOC é confirmada funcionalmente quando a espirometria pós-broncodilatador mostra VEF1/CVF < 0,70. No caso, a relação de 0,55, associada ao quadro clínico e ao tabagismo importante, caracteriza obstrução persistente ao fluxo aéreo e sustenta o gabarito C.

Tema central: Diagnóstico funcional da DPOC
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada por dois motivos independentes. Primeiro, não é possível classificar o paciente como GOLD 1 apenas com a relação VEF1/CVF; a gravidade espirométrica GOLD 1-4 depende do VEF1 pós-broncodilatador em percentual do previsto, dado que não foi fornecido. Segundo, é incorreto afirmar que a cessação tabágica seria dispensável: ela é intervenção central em qualquer estágio da DPOC e também em indivíduos de risco.
B
Errada
Está errada porque corticosteroide inalatório em monoterapia não é o tratamento inicial padrão da DPOC estável nem constitui a principal estratégia para redução de mortalidade. O tratamento farmacológico inicial da DPOC se baseia em broncodilatadores, enquanto o corticosteroide inalatório tem indicação seletiva e geralmente em associação, não isoladamente.
C
Certa
A alternativa C está correta porque o enunciado informa VEF1/CVF de 0,55 após broncodilatador em paciente com sintomas respiratórios crônicos e fator de risco relevante, o que preenche o critério funcional de obstrução persistente compatível com DPOC.
D
Errada
Está errada porque antibiótico de largo espectro não é a base da terapia farmacológica inicial da DPOC estável e não deve ser usado rotineiramente para prevenir exacerbações nesse cenário. Isso confunde tratamento de manutenção com situações específicas, como exacerbação infecciosa.
E
Errada
Está errada porque o índice BODE é um índice multidimensional de gravidade e prognóstico que incorpora IMC, obstrução, dispneia e capacidade de exercício. Por incluir dispneia e exercício, ele se relaciona com limitação funcional e impacto clínico da doença; portanto, é inadequado negar correlação clínica relevante com qualidade de vida.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre confirmar obstrução pela relação VEF1/CVF pós-broncodilatador e classificar gravidade GOLD 1-4 pelo VEF1 em percentual do previsto; além disso, testou o erro de transportar para DPOC condutas inadequadas como CI em monoterapia ou antibiótico como tratamento inicial.
Dica para questões semelhantes
  • Separe diagnóstico de estadiamento: VEF1/CVF pós-broncodilatador < 0,70 confirma obstrução persistente; GOLD 1-4 exige VEF1 % previsto.
  • Na DPOC estável, pense primeiro em broncodilatação; corticosteroide inalatório isolado não é tratamento inicial padrão.
  • Não aceite alternativa que minimize cessação tabágica: ela permanece essencial em qualquer estágio.
  • Se a questão citar BODE, lembre que ele é índice multidimensional com valor prognóstico e relação com impacto funcional.

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