Paciente idoso, com história de pneumonectomia com ressecção...
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Tema central: A questão traz um caso de complicação cardíaca aguda no pós-operatório de pneumonectomia com ressecção pericárdica, exigindo análise clínica e radiológica para diagnóstico diferencial de emergências torácicas.
Análise da Alternativa Correta (B: Tamponamento pericárdico)
O tamponamento cardíaco é uma emergência caracterizada pelo acúmulo súbito de sangue ou fluido no espaço pericárdico após lesão ou cirurgia envolvendo o pericárdio. Isso aumenta a pressão intrapericárdica, restringe o enchimento diastólico, reduz o débitocardíaco e causa os seguintes achados:
- Hipotensão
- Elevação da pressão venosa central
- Desvio do ictus cordis e mediastino para lado oposto
Na radiografia: opacidade hilar (fluido ou sangue) e desvio mediastinal. Esses sinais são clássicos do tamponamento, principalmente após manipulação pericárdica, como reforçado em obras como Sabiston – Cirurgia do Tórax e UpToDate.
Crítica das Alternativas Incorretas
A) Hemotórax retido: Apesar de comum no pós-operatório, ocorre na cavidade pleural, não pericárdica. Raramente causa elevação significativa da pressão venosa central ou desvio do ictus cordis. A abertura do dreno de tórax normalmente melhora o quadro, o que não ocorreu.
C) Insuficiência cardíaca congestiva: Evolui de modo subagudo a crônico. Quadro agudo pós-operatório, com desvio do ictus, não é típico dessa condição.
D) Pneumotórax hipertensivo: Independentemente de deslocar mediastino, cursa com colapso pulmonar (radiotransparência em RX, não opacidade), ausência ou diminuição de murmúrio vesicular, e melhoraria com dreno (o que não aconteceu).
E) Hérnia cardíaca: Rara, pode ocorrer após defeito pericárdico, mas costuma causar instabilidade hemodinâmica grave e imagem radiológica compatível com massa torácica móvel. Não é citada como associação direta ao quadro descrito, sendo menos provável.
Estratégias e Pegadinhas
O detalhe "não houve melhora após abertura do dreno" elimina hemotórax e pneumotórax. O desvio do ictus/mediastino em direção ao lado operado, associado à clínica, reforça o diagnóstico de tamponamento.
Segundo o UpToDate e descrição no Sabiston (22ª ed., p. 419) e literatura disponível, “o tamponamento cardíaco deve sempre ser suspeitado em casos pós-ressecção pericárdica, com instabilidade hemodinâmica precoce”.
Resumo: Diante do quadro clínico e radiológico bem direcionados, o diagnóstico correto é tamponamento pericárdico (B).
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