1.§ “E se a gente transformasse a cidade grande, numa cidade...

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Ano: 2013 Banca: AOCP Órgão: Prefeitura de Seropédica - RJ
Q1194251 Português
1.§ “E se a gente transformasse a cidade grande, numa cidadezinha?” Esta é a metáfora que está no cerne do Programa Rede de Vizinhos Protegidos, criado pela Polícia Militar de Minas Gerais em parceria com as comunidades de vários bairros das cidades onde está implementado – Belo Horizonte e mais 26 cidades do interior de Minas Gerais. 
2.§ Considerando a premissa de que a segurança pública é dever do Estado e responsabilidade de todos, conforme preceitua o art.144 da Constituição Federal de 1988, o Major Idzel Mafra Fagundes deu início a um projeto que, hoje, é um dos maiores pilares das ações comunitárias de redução da criminalidade. Ao mesmo tempo em que a Polícia Militar se responsabiliza pela segurança, deixa claro que, com a ajuda da comunidade, seu papel se torna muito mais efetivo. Através de cuidados e ações pró-ativas, o programa aposta num resgate da confiança da população na polícia. 
3.§ Iniciado em junho de 2004, a Rede surge como proposta de integrar as múltiplas modalidades das práticas policiais orientadas para a prevenção e solução de problemas a partir de ações locais. Trata-se de um investimento na metodologia que se baseia na polícia comunitária. A Rede de Vizinhos Protegidos surgiu de experiências da Polícia Militar de Minas Gerais na própria comunidade, onde os vizinhos eram mobilizados para o envolvimento com questões de segurança. O trabalho passa pela conscientização de que, organizada, a comunidade se torna mais forte. 
4.§ Essa organização envolve a vinculação a uma base territorial, na maioria das vezes o bairro, e a articulação em rede, onde os nós são as próprias residências. A partir disso, reuniões periódicas são realizadas para aprofundar o conhecimento mútuo, principalmente dos hábitos dos moradores. 
5.§ Há, ainda, a organização em sub-redes que podem ser classificadas em quatro aspectos: de verificação, de vigilância mútua, de identificação e de proteção. As primeiras são aquelas que, inicialmente, impulsionam o trabalho, ou seja, o estabelecimento dos contatos. As segundas compõem o processo de vigilância, que busca identificar pessoas ou veículos suspeitos – como isso é feito em tempo real, são combinados sinais de perigo entre os vizinhos, a fim de que, caso necessário, a polícia seja acionada. 
6.§ A terceira, qual seja, a sub-rede de identificação, já por si só se autointitula, é o processo de identificação das residências, prédios e ruas que fazem parte do programa – o instrumento de identificação é uma placa afixada na frente da residência ou estabelecimento. Por último, as sub-redes de proteção são compostas pelos atos dos moradores de verificação em relação à entrada e saída dos seus – quando não há outras pessoas na casa, são os vizinhos que exercem essa função de proteção. 
7.§ De acordo com a estrutura do programa, a rede é formada por conjuntos de moradores da localidade, que são agrupados em laços de até 5 (cinco) residências circunvizinhas. Como a rede é entrelaçada, uma residência poderá pertencer a 2 (dois) laços. 
8.§ Com o fim de conseguir reduzir os índices de criminalidade, a Polícia Militar fomenta a união e a solidariedade entre as pessoas, aumentando, assim, o capital social existente na mesma. Perdeu-se muito da capacidade de contar com o próximo; as pessoas se relacionam com os outros por meio da proteção contra esses outros. 
9.§ Além de reduzir e prevenir a criminalidade, outra importante conquista do Programa é reduzir a sensação de insegurança dos moradores onde ele esteja instalado. 
10.§ Assim funciona o programa, que logo após a primeira reunião, foi denominado de Rede de Vizinhos Protegidos, tendo como objetivos reduzir a criminalidade local, aproximar a comunidade da Polícia Militar, recuperando a sensação de confiança e segurança da comunidade nesta instituição, criar em cada cidadão o sentimento de participação cidadã na questão da segurança pública – as pessoas iriam cuidar umas das outras -, além de instruir a comunidade sobre procedimentos de segurança e garantir de fato sua segurança, fazendo com que ela volte a ocupar espaços públicos comunitários. 
11.§ Para implementação da Rede, as seguintes ações são propostas: sensibilizar os moradores de uma dada região, fazer reuniões mais próximas às comunidades que o programa foi implementado com a participação da PMMG, organizar as redes e sub-redes de Vizinhos Protegidos. 
LOPES, Corinne Julie Ribeiro; BATELLA, Wagner. O papel da comunidade na redução da criminalidade e a experiência da rede de vizinhos protegidos. Revista do Laboratório de Estudos da Violência da Unesp – Marília, Ano 2010 - Edição 6 - Número 06 Dezembro/2010. (Adaptado) 
Assinale a alternativa em que o elemento QUE não é pronome relativo. 
Alternativas

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Vamos analisar a questão que pede para identificar a alternativa em que o elemento QUE não é um pronome relativo. O tema gramatical aqui é morfologia, mais especificamente o uso dos pronomes relativos.

Os pronomes relativos são usados para introduzir orações subordinadas adjetivas, referindo-se a um termo antecedente. O pronome QUE é um pronome relativo quando pode ser substituído por "o qual", "a qual", "os quais" ou "as quais". Vamos analisar cada alternativa:

A - “É a metáfora que está no cerne do Programa” (1.§)

Aqui, QUE é um pronome relativo, pois se refere a "metáfora" e pode ser substituído por "a qual": "É a metáfora a qual está no cerne do Programa."

B - “Considerando a premissa de que a segurança pública” (2.§)

Nesta frase, QUE não é um pronome relativo. Ele atua como uma conjunção integrante, introduzindo a oração subordinada substantiva: "Considerando a premissa de que a segurança pública..." A oração não possui um termo antecedente que possa ser substituído por "o qual". Por isso, esta é a alternativa correta.

C - “Assim funciona o programa, que logo após a primeira reunião” (10.§)

Aqui, QUE é um pronome relativo, referindo-se a "programa": "Assim funciona o programa, o qual logo após a primeira reunião."

D - “prédios e ruas que fazem parte do programa” (6.§)

Novamente, QUE é um pronome relativo, referindo-se a "prédios e ruas": "prédios e ruas os quais fazem parte do programa."

E - “o processo de vigilância, que busca identificar pessoas” (5.§)

Aqui, QUE é um pronome relativo, referindo-se a "processo de vigilância": "o processo de vigilância, o qual busca identificar pessoas."

Portanto, a alternativa correta é a B, pois QUE atua como uma conjunção integrante, e não como pronome relativo.

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Comentários

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Troca pelo pronome demonstrativo ISSO.

Considerando a premissa de que a segurança pública;

Considerando a premissa DISSO a segurança pública;

E para o pronome relativo só substituir por A QUAL, AS QUAIS, OS QUAIS (SEMPRE CONCORDANDO)

Gabarito, B

No caso da assertiva B, o "QUE" não está sendo usado como pronome relativo, mas sim como Conjunção Integrante.

graças aos colegas acertei com certa facilidade tks

PRONOME RELATIVO - a qual, as quais, o qual, os quais

CONJUNÇÃO INTEGRANTE - isso/nisso

passam a comparação entre os dois sempre.

O “que” no exemplo acima é uma conjunção integrante que introduz uma oração substantiva completiva nominal. 

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