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Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: FAMEMA Prova: VUNESP - 2025 - FAMEMA - Enfermeiro |
Q3364842 Enfermagem
Na avaliação do pé diabético, considera-se infecção leve quando o paciente apresenta
Alternativas

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Alternativa correta: D - eritema menor que 2 cm ao redor da úlcera.

Tema central da questão: A avaliação do pé diabético é fundamental na prática de enfermagem, especialmente para classificar o grau de infecção e direcionar o tratamento adequado. O conhecimento sobre os critérios clínicos de gravidade permite ao profissional atuar de modo seguro e preciso, prevenindo complicações e promovendo a recuperação do paciente.

Resumo teórico: Segundo o International Working Group on the Diabetic Foot (IWGDF) e o Protocolo do Ministério da Saúde (MS), a infecção do pé diabético é classificada em leve, moderada ou grave, de acordo com sinais de inflamação, extensão do eritema, envolvimento de tecidos profundos e manifestações sistêmicas. Uma infecção leve é superficial, restrita à pele e ao tecido subcutâneo, e o eritema ao redor da úlcera é menor que 2 cm, sem sinais sistêmicos.

Justificativa da alternativa correta (D): A alternativa D está correta porque descreve um dos critérios clássicos de infecção leve do pé diabético: eritema (vermelhidão) restrito a menos de 2 cm da borda da úlcera, sem acometimento profundo e sem sintomas sistêmicos. Essa classificação está presente em manuais como o "Guidelines on the management of diabetic foot infections" (IWGDF) e no "Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde".

Análise das alternativas incorretas:

  • A - Indica comprometimento de estruturas profundas (tendão, músculo, articulação ou osso), caracterizando infecção moderada a grave. Não é leve.
  • B - A presença de sintomas sistêmicos (febre, taquicardia etc.) já configura infecção grave, nunca leve.
  • C - A presença de secreção purulenta, mesmo sem extensão ou profundidade, pode ser leve, mas a alternativa não cita a extensão do eritema, que é fundamental para a classificação.
  • E - Isquemia não define infecção, mas sim complicação vascular. Não classifica a infecção como leve.

Estrategicamente, atente-se a palavras-chave como eritema menor que 2 cm (leve) e envolvimento de tecidos profundos ou sintomas sistêmicos (moderado/grave). Evite se confundir com sinais de gravidade.

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 Infecção leve • Presença de exsudato purulento e/ou dois ou mais sinais de inflamação. Quando há celulite ou eritema, eles não ultrapassam 2 cm do bordo da úlcera. A infecção é limitada à pele ou aos tecidos subcutâneos superficiais. Não há outras complicações locais ou acometimento sistêmico.

LETRA D

 Grau 1 Sem infecção

  • Úlcera sem sinais clínicos de infecção (sem eritema, calor, dor, edema, secreção purulenta).

Grau 2 Infecção leve

  • Infecção restrita à pele e tecidos subcutâneos;
  • Eritema ao redor da úlcera < 2 cm;
  • Sem sinais sistêmicos de infecção.

Grau 3 – Infecção moderada

  • Infecção mais extensa, com envolvimento de tecidos mais profundos: fáscia, músculo, tendão, articulação ou osso;
  • Eritema > 2 cm;
  • Sem sinais sistêmicos.

Grau 4 – Infecção grave

Presença de sinais sistêmicos de inflamação, como:

  • Temperatura > 38 °C ou < 36 °C;
  • FC > 90 bpm;
  • FR > 20 irpm;
  • Leucócitos > 12.000 ou < 4.000/mm³ ou > 10% bastões.

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