Mulher de 55 anos, há 1 mês, apresenta uma úlcera muito dol...
Tendo por base suas características e o exame físico, trata-se de uma úlcera
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Tema central da questão: A questão aborda o diagnóstico diferencial das úlceras de membros inferiores, requerendo conhecimento específico sobre a úlcera hipertensiva (úlcera de Martorell) e suas características clínicas.
Justificativa para a alternativa correta – D) hipertensiva:
A úlcera hipertensiva de Martorell é uma entidade rara, geralmente associada à hipertensão arterial crônica, caracterizada por lesões muito dolorosas, de evolução aguda ou subaguda, localizadas na face lateral da perna, entre o terço médio e distal. O início ocorre com mancha avermelhada, seguida por bolha sero-hemorrágica que necrosa e evolui para úlcera superficial, com bordas avermelhadas e fundo pálido. A presença de pulsos periféricos fortes e preservados é relevante, pois exclui doença arterial obstrutiva.
Segundo a literatura médica, “as úlceras hipertensivas costumam ser superficiais, não endurecidas, bordas eritematosas, com fundo pálido-necrótico e dor desproporcional” (Medicina de Familia SEMERGEN, 2019).
Análise das alternativas incorretas:
- A) Diabética: normalmente acomete áreas de pressão plantar ou peri-maleolares, com fundo indolor e presença de neuropatia periférica. Ausência de dor intensa e da característica bolha sero-hemorrágica inicial afasta esse diagnóstico.
- B) Infecciosa: úlceras infecciosas geralmente surgem sobre lesão prévia ou traumas, apresentam eritema difuso, secreção purulenta e sinais sistêmicos de infecção, não citados no caso clínico.
- C) Venosa: aparecem mais frequentemente no maléolo medial, associadas a endurecimento, edema crônico e presença de halo hiperpigmentado, além de evolução usualmente lenta. Os sintomas e localização do caso não condizem.
- E) Aterosclerótica: presentes no dorso do pé ou regiões distais dos dedos, são endurecidas, dolorosas, com pulsos diminuídos ou ausentes, sinais de isquemia e margens irregulares – diferente do caso descrito.
Estratégias para a prova: Atenção ao local da úlcera, tipo de dor, características evolutivas (mancha → bolha → necrose) e à presença de pulsos. Pegadinha comum: confundir com úlcera arterial ou venosa se não atentar a esses detalhes sutis. O raciocínio diferencial é essencial!
Referência: Medicina de Familia SEMERGEN, 2019; Protocolo Clínico de Atenção à Pessoa com Úlcera de Perna (MS 2022).
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