No que se refere às anomalias anorretais, assinale a...
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Tema central: Anomalias anorretais são malformações congênitas que afetam a abertura e o trajeto do canal anal e do reto, podendo apresentar comunicações anômalas (fístulas) com estruturas urogenitais. Uma compreensão sólida desses diagnósticos é fundamental em concursos para médico cirurgião geral.
Justificativa da alternativa correta (B): O ânus imperfurado sem fístula representa somente 5% dos casos. O conhecimento epidemiológico mostra que a grande maioria das anomalias anorretais apresenta algum tipo de fístula para vias urinárias ou genitais, enquanto o tipo sem fístula é raro, sendo encontrado em torno de 5% a 10% dos casos. Segundo o “Guia de Consulta Rápida - Ministério da Saúde”, somente uma pequena parcela apresenta ânus imperfurado isolado.
Exemplo prático: recém-nascidos do sexo feminino geralmente apresentam fístulas retovestibulares, enquanto o tipo sem fístula é mais identificado em meninos, frequentemente associado a distensão abdominal e ausência de saída de mecônio.
Análise das alternativas incorretas:
A) Incorreta. Em meninas, a fístula retovaginal não é a mais comum; a fístula retovestibular é predominante. Diretriz da Sociedade Brasileira de Cirurgia Pediátrica reforça esse dado.
C) Incorreta. No sexo masculino, a fístula mais frequente é a retouretral e não retovesical. A retovesical ocorre, mas é rara. Estudos publicados na literatura brasileira corroboram esta informação.
D) Incorreta. As malformações genitourinárias associadas são comuns, mas não são universais. Estatísticas mostram que cerca de 30–50% dos pacientes apresentam outras malformações, mas não em 100% dos casos.
E) Incorreta. A cirurgia não deve ser realizada obrigatoriamente por via abdominal anterior; a escolha da abordagem (perineal, posterior sagital ou abdominal) é definida pela localização da fístula e do segmento cego. Segundo o protocolo nacional, muitos casos são resolvidos por via perineal (PSARP).
Dicas de prova: Atenção aos termos, pois “sempre presente”, “independentemente do tipo de anomalia” e generalizações costumam indicar armadilhas. Relacione epidemiologia à prática clínica e aprofunde na leitura de diretrizes e manuais, como o do Ministério da Saúde e o “Harrison’s Principles of Internal Medicine”.
Conclusão: O candidato deve incorporar em sua rotina de estudo a análise crítica dos dados epidemiológicos e terapêuticos, baseando-se em fontes oficiais e literatura atualizada.
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