Assinale a alternativa correta em relação à síndrome do des...
Gabarito comentado
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Tema central: A síndrome do desfiladeiro cervical (ou torácico) está relacionada à compressão neurovascular do plexo braquial e/ou vasos subclávios ao atravessarem o espaço entre o pescoço e tórax. O tema exige compreensão detalhada da anatomia e das manifestações clínicas.
Justificativa da alternativa correta (B):
Posteriormente ao músculo escaleno anterior, passam a artéria subclávia e as divisões do plexo braquial. Esse é um dos principais conhecimentos para diferenciar compressões que afetam predominantemente as estruturas neurológicas (plexo braquial) ou vasculares (artéria subclávia). Segundo obras de referência em anatomia, como Moore & Dalley (“Anatomia Orientada para a Clínica”, 8ª ed.), “a artéria subclávia e os troncos do plexo braquial situam-se entre os músculos escalenos anterior e médio, posteriormente ao escaleno anterior” (p. 782).
Raciocínio clínico: A maioria dos quadros compressivos do desfiladeiro torácico/cervical ocorre neste espaço. Isso justifica por que sintomas sensitivo-motores em membros superiores, às vezes acompanhados de manifestações vasculares, são recorrentes na prática clínica.
Análise das alternativas incorretas:
A) Frequência exagerada e predominância no sexo errado. A síndrome é mais frequente em mulheres jovens e a incidência real é bem menor; cifras sugeridas são irreais.
C) A compressão da costela cervical geralmente causa mais sintomas neurológicos que venosos (rara a trombose). Vide Moore, p. 783.
D) O biotipo predisposto é o longilíneo, sobretudo mulheres magras de ombros caídos; brevilíneos raramente são acometidos.
E) O exame clínico pode detectar déficits motores, mas a especificidade das manobras é baixa. Segundo o UpToDate: “Testes provocativos apresentam alta taxa de falso-positivo e não devem ser usados isoladamente para diagnóstico”.
Dicas e estratégias para provas:
Fique atento à anatomia topográfica de regiões-chave e aos termos como anteromedial e posterior. Leitura atenta da descrição anatômica é essencial para evitar pegadinhas e diferenciar contextos vasculares e neurológicos.
Fontes e evidências:
Moore & Dalley, “Anatomia Orientada para a Clínica”, UpToDate (síndrome do desfiladeiro torácico); abordagem referendada em artigos de revisão (PubMed) e consensos nacionais de Ortopedia e Cirurgia Vascular.
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