A concepção contemporânea de infância, expressa nas polític...

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Q4036560 Pedagogia
A concepção contemporânea de infância, expressa nas políticas públicas e nos documentos curriculares brasileiros, redefine a posição da criança como sujeito histórico, social e cultural, dotado de potencial de participação e autoria.

Considerando as bases epistemológicas dessa concepção e as implicações pedagógicas da noção de autonomia na Educação Infantil, pode-se concluir que:
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O enunciado parte da concepção contemporânea de infância, que reconhece a criança como sujeito histórico, social e cultural, produtora de cultura. Nesse quadro, a autonomia deve ser entendida como construção relacional, vinculada à participação, à responsabilidade e à alteridade. Por isso, apenas a alternativa B corresponde ao critério pedido.

Tema central: Autonomia relacional na Educação Infantil
Análise das alternativas
A
Errada
Está incorreta porque, embora mencione a criança como sujeito de direitos, reduz a autonomia principalmente às situações de escolha e tomada de decisão e ainda afirma que a dimensão cognitiva é o principal indicador de autoria e independência. Esse recorte cognitivista contraria a noção ampla e relacional de autonomia exigida na Educação Infantil.
B
Certa
A alternativa B está correta porque reúne os dois eixos exigidos pela concepção contemporânea de infância na Educação Infantil: a criança como produtora de cultura e a autonomia como prática relacional. Nessa perspectiva, autonomia não é atributo isolado nem simples independência individual, mas algo construído nas experiências de participação, escolha, responsabilidade e consideração do outro. Por isso, a formulação sobre diálogo entre liberdade, responsabilidade e alteridade é compatível com o critério adotado pelas políticas e documentos curriculares mencionados na base.
C
Errada
Está incorreta porque desloca a autonomia para uma etapa de amadurecimento afetivo dependente do desenvolvimento neurológico e da socialização mediada pelo adulto. Esse fundamento biologizante e maturacionista é incompatível com a concepção da criança como sujeito histórico, social e cultural.
D
Errada
Está incorreta porque vincula a autonomia ao resultado da adaptação progressiva ao meio, da internalização de normas e da autorregulação moral. Esse enfoque adaptacionista e normatizador enfraquece justamente o núcleo cobrado na questão: participação, autoria e construção relacional da autonomia.
Pegadinha da questão
A questão misturou enunciados parcialmente plausíveis com definições inadequadas de autonomia: em A, ela aparece sob primazia cognitiva; em C, como efeito de maturação; em D, como conformação às normas. O erro estava em aceitar esses recortes como se fossem equivalentes à noção contemporânea de autonomia.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a questão trouxer criança como sujeito histórico, social e cultural, procure alternativas que também reconheçam participação, autoria e produção de cultura.
  • Elimine definições de autonomia que a reduzam a independência individual, primazia cognitiva ou simples capacidade de decidir.
  • Elimine formulações que façam a autonomia depender principalmente de maturação biológica, neurológica ou afetiva.
  • Desconfie de alternativas que redefinem autonomia como adaptação ao meio, internalização de normas ou conformação moral.

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