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No contexto da atuação do médico psiquiatra em perícias ofi...

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Q3988995 Medicina Legal
No contexto da atuação do médico psiquiatra em perícias oficiais, inclusive judiciais, o conceito de alienação mental possui implicações clínicas, legais e administrativas. Considerando a legislação brasileira e os fundamentos da psiquiatria forense, assinale a alternativa correta.
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O ponto decisivo era identificar que a alienação mental, quando relevante para a capacidade, pode repercutir na esfera civil e exigir prova pericial para fins de restrição judicial da capacidade. Entre as alternativas, só a B mantém essa relação entre avaliação técnica e incapacidade juridicamente relevante.

Tema central: capacidade civil e curatela
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque restringe alienação mental à esquizofrenia. A base afirma expressamente que, no uso médico-legal/pericial brasileiro, o conceito não é exclusivo de um único transtorno e pode abranger quadros psiquiátricos ou neuropsiquiátricos graves e persistentes.
B
Certa
A alternativa B está correta porque, no âmbito civil, um transtorno mental com comprometimento da capacidade pode fundamentar restrição judicial da capacidade civil, desde que haja comprovação técnica/pericial da incapacidade relevante. A base destaca que esse é o ponto de contato entre a psiquiatria forense e o direito civil: a avaliação pericial demonstra se há incapacidade para os atos da vida civil ou, na redação atual, para atos patrimoniais e negociais submetidos à curatela.
C
Errada
Está errada porque atribui à alienação mental apenas redução de pena e diz que ela não afasta a responsabilidade penal. Isso contraria o art. 26 do Código Penal indicado na base: havendo doença mental com incapacidade inteira de entendimento ou autodeterminação ao tempo do fato, há inimputabilidade com isenção de pena, e não mera redução.
D
Errada
Está errada porque trata a alienação mental como necessariamente transitória e incompatível com incapacidade definitiva. A base diz o contrário: o enquadramento pericial oficial a associa a quadro grave e persistente, sem impedir repercussão duradoura na capacidade.
E
Errada
Está errada porque limita o conceito ao INSS. A base informa que a alienação mental é utilizada também em perícias judiciais e administrativas, inclusive na tradição da psiquiatria forense e em manuais oficiais de perícia administrativa.
Pegadinha da questão
A confusão real era dupla: reduzir alienação mental a um diagnóstico específico e transportar de forma automática seus efeitos entre áreas diferentes, ignorando que no civil ela pode fundamentar curatela/interdição por prova pericial e no penal pode haver inimputabilidade.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a questão misturar psiquiatria forense e direito civil, procure se a alternativa exige prova pericial de incapacidade juridicamente relevante; isso costuma sinalizar a opção correta.
  • Não trate alienação mental como sinônimo de esquizofrenia: no uso médico-legal/pericial, o conceito é mais amplo.
  • Separe os efeitos por ramo jurídico: no civil, a discussão é capacidade/curatela; no penal, a referência decisiva é a inimputabilidade do art. 26 do Código Penal.
  • Desconfie de alternativas que limitem o conceito a um único campo administrativo, porque a base aponta uso também judicial e administrativo.

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Comentários

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B) correta. No contexto da psiquiatria forense, alienação mental é uma expressão médico-legal ampla, não se restringindo à esquizofrenia. Pode abranger transtornos mentais graves que comprometam significativamente a capacidade de autodeterminação e de compreensão da realidade.

No âmbito do Direito Civil, a existência de transtorno mental que comprometa a capacidade da pessoa pode fundamentar a adoção de medidas de proteção, inclusive a curatela, conforme o caso. O diagnóstico, por si só, não determina automaticamente a incapacidade: é necessária avaliação individualizada da capacidade para os atos da vida civil.

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