O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Como uma nova onda de imunoterapia está
eliminando cânceres
Uma paciente de setenta e um anos, residente em Nova
York, foi tratada em 2008 por câncer de cólon, com
necessidade de cirurgia e recuperação prolongada. Anos
depois, ao ser diagnosticada com câncer no esôfago,
passou por um tratamento inovador em teste clínico,
baseado em infusões periódicas de um medicamento.
Após quatro meses, o tumor desapareceu, sem
necessidade de cirurgia, quimioterapia ou radioterapia,
restando como efeito colateral principal a fadiga
associada à insuficiência adrenal. O resultado,
surpreendente, ilustra o avanço recente da imunoterapia.
Esse método, desenvolvido ao longo de mais de um
século, começa a consolidar resultados consistentes,
com a promessa de tratamentos personalizados, maior
duração da remissão e menos efeitos adversos que as
terapias convencionais. O princípio da imunoterapia
baseia-se na capacidade natural do organismo de
identificar e eliminar células anormais. No entanto,
células cancerosas podem escapar desse controle,
disfarçando-se entre as células saudáveis.
A imunoterapia atua ao expor essas células ao sistema
imunológico, fortalecendo sua capacidade de
reconhecê-las e destruí-las. Entre as principais
estratégias, estão as terapias com células imunológicas
modificadas e os inibidores de pontos de controle. No
primeiro caso, células de defesa são retiradas do
paciente, modificadas em laboratório e reinseridas para
atacar o câncer. No segundo, medicamentos bloqueiam
mecanismos que impedem o sistema imunológico de
reagir, permitindo que ele identifique o tumor.
Apesar dos avanços, há limitações. Essas terapias ainda
enfrentam dificuldades para atuar em tumores sólidos,
além de apresentarem custos elevados e possíveis
efeitos colaterais, como inflamações e fadiga.
Pesquisas recentes buscam ampliar a eficácia da
imunoterapia. Estudos indicam que fatores como
alimentação rica em fibras, uso de medicamentos
comuns e até o horário de aplicação influenciam os
resultados. A combinação com outras técnicas, como
radiação ou ultrassom, torna o tumor mais visível ao
sistema imunológico, aumentando a chance de resposta.
A personalização do tratamento surge como uma
estratégia central, já que o câncer engloba diversas
doenças com características distintas. Estudos
demonstram que tumores com perfis genéticos
específicos respondem melhor a determinados
medicamentos, possibilitando a eliminação completa em
muitos casos, com menor necessidade de intervenções
invasivas. Contudo, apenas uma pequena parcela dos
tumores apresenta essas condições.
Outra frente promissora é o desenvolvimento de vacinas
terapêuticas, que treinam o sistema imunológico para
reconhecer proteínas específicas das células tumorais.
Pesquisas iniciais mostram resultados positivos, com
pacientes permanecendo livres da doença por anos após
o tratamento, reforçando o potencial da medicina de
precisão.
Apesar do entusiasmo, ainda há desafios importantes.
Muitos tratamentos permanecem em fase inicial, e nem
todos os pacientes respondem à imunoterapia, devido às
diferentes características dos tumores. Ainda assim, para
aqueles que se beneficiam, os resultados são
expressivos, indicando uma mudança significativa no
tratamento do câncer.
A imunoterapia, portanto, representa um avanço
relevante na oncologia, apontando para um futuro em
que terapias mais eficazes e menos invasivas possam
substituir gradualmente os métodos tradicionais,
oferecendo melhores perspectivas de cura e qualidade
de vida.
Apesar dos avanços, há limitações. Essas terapias ainda
enfrentam dificuldades para atuar em tumores sólidos,
além de apresentarem custos elevados e possíveis
efeitos colaterais, como inflamações e fadiga.
Assinale a alternativa correta quanto à concordância
verbal no trecho apresentado.
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