Sobre o exame de PEATE (Potencial Evocado Auditivo de Tronco...

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Q3795477 Fonoaudiologia
Sobre o exame de PEATE (Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico), segundo Sleifer (2015), analise as assertivas abaixo:

I. Na avaliação audiológica infantil, quando o PEATE clique apresenta resultado alterado, com ausência de limiar eletrofisiológico ou limiar alterado, procedimentos complementares devem ser realizados para definição do diagnóstico com precisão.

II. Além das aplicações clínicas, o PEATE é recomendado para realização de triagem auditiva neonatal em duas situações: para os neonatos com indicadores de risco para perda auditiva (segundo indicadores descritos pelo JCIH) e quando os neonatos falham na triagem auditiva neonatal com uso das emissões otoacústicas evocadas.

III. No registro do PEATE por condução óssea, nas perdas auditivas condutivas, o limiar eletrofisiológico por via aérea será mais baixo do que o limiar obtido por via óssea.

IV. Quando a testagem for feita por PEATE por condução óssea, nas perdas auditivas neurossensoriais, os limiares serão equivalentes.


Quais estão corretas?
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: A resposta decorre de critério técnico-profissional de Audiologia: a assertiva II é compatível com a triagem neonatal por AABR/PEATE em neonatos com indicadores de risco e após falha em OAE; a assertiva III contraria a relação técnica entre via aérea e via óssea na perda condutiva; e a assertiva IV corresponde ao padrão de equivalência de limiares nas perdas neurossensoriais. Assim, permanecem corretas I, II e IV, e incorreta III, o que conduz ao gabarito D.

Tema central: PEATE em Audiologia
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta porque exclui a assertiva II. Pela base, a II é compatível com o entendimento técnico-oficial da triagem auditiva neonatal: o AABR/PEATE pode ser indicado para neonatos com indicadores de risco e em etapa após falha em emissões otoacústicas.
B
Errada
Incorreta porque deixa de incluir a assertiva IV. A base afirma que, nas perdas auditivas neurossensoriais, os limiares por via aérea e por via óssea tendem a ser equivalentes, sem gap aéreo-ósseo característico, o que torna a IV correta.
C
Errada
Incorreta porque inclui a assertiva III como verdadeira. Isso contraria o conceito técnico básico de perda auditiva condutiva: a condução óssea tende a permanecer melhor que a aérea, de modo que o limiar por via aérea não é mais baixo que o por via óssea.
D
Certa
A alternativa D está certa porque reúne exatamente as assertivas compatíveis com os conceitos técnicos aplicáveis ao PEATE. A I está correta, pois alteração no PEATE clique infantil, com ausência de resposta ou limiar alterado, não basta isoladamente para definição diagnóstica precisa e exige procedimentos complementares. A II também está correta, porque o AABR/PEATE é reconhecido em triagem auditiva neonatal, inclusive para recém-nascidos com indicadores de risco e em protocolos após falha em emissões otoacústicas. A IV está correta, pois, nas perdas neurossensoriais, os limiares por via aérea e por condução óssea tendem a ser equivalentes. A III é a única incompatível com o critério técnico, já que, na perda condutiva, a via aérea é pior que a via óssea.
E
Errada
Incorreta porque considera correta a assertiva III. A base é expressa em apontar que, na perda condutiva, há gap aéreo-ósseo, com piora da via aérea em relação à via óssea; por isso, III não se sustenta.
Pegadinha da questão
A banca explorou principalmente a inversão da relação entre via aérea e via óssea na perda auditiva condutiva: a assertiva III troca o sentido correto do gap aéreo-ósseo.
Dica para questões semelhantes
  • Em comparação entre via aérea e via óssea, primeiro identifique o tipo de perda: na condutiva há gap aéreo-ósseo; na neurossensorial, os limiares tendem a ser equivalentes.
  • PEATE clique alterado, isoladamente, não fecha diagnóstico preciso em avaliação infantil; a ideia central é necessidade de complementação.
  • Na triagem auditiva neonatal, não trate o AABR/PEATE como método exclusivamente diagnóstico: ele também integra protocolos de triagem, especialmente em neonatos de risco e após falha em OAE.

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