Homem , 62 anos , com história de infarto agudo do miocárdio...
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Tema central: O principal foco desta questão é o manejo da hipertensão arterial sistêmica em um paciente com histórico de infarto agudo do miocárdio (IAM). Trata-se de uma situação clássica em medicina de família, na qual é fundamental conhecer o impacto dos fármacos cardiovasculares na prevenção secundária de eventos coronarianos e no controle pressórico.
Justificativa da alternativa correta – B) Atenolol:
O atenolol é um betabloqueador cardiosseletivo. De acordo com as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020 e a Prevenção Secundária do IAM (Ministério da Saúde), betabloqueadores são indicados em pacientes pós-IAM para reduzir mortalidade, prevenir novos eventos cardiovasculares e auxiliar no controle da pressão arterial.
Ao associar atenolol ao tratamento, buscam-se dois objetivos essenciais:
- Redução do risco de recorrência de eventos isquêmicos – previsão secundária consolidada em estudos clínicos.
- Melhora do controle pressórico em paciente que já está em teto de dose para IECA (enalapril 40mg/dia) sem resposta adequada.
Segundo a diretriz citada, “os BB são úteis quando há certas condições clínicas específicas: pós-infarto agudo do miocárdio (IAM)...” (p. 41).
Por que as demais alternativas estão incorretas?
- A) Atensina: Não corresponde a medicamento reconhecido para controle hipertensivo ou prevenção cardiovascular.
- C) Furosemida: Diurético de alça, reservado para edema ou insuficiência cardíaca congestiva. Não é anti-hipertensivo de escolha e não traz benefício comprovado em prevenção secundária pós-IAM.
- D) Alopurinol: Utilizado no tratamento da hiperuricemia/gota, sem papel no manejo da hipertensão ou prevenção cardiovascular.
- E) Minoxidil: Vasodilatador potente reservado para hipertensão refratária. Seu uso deve ser individualizado e não é a primeira escolha em prevenção secundária ao IAM.
Dicas de prova & Pegadinhas: Atenção à associação medicamentos–indicação clínica; muitos alunos erram ao optar por fármacos usuais (como diuréticos) sem analisar o contexto especializado da prevenção secundária no pós-infarto. Um bom hábito é sempre verificar se o paciente já está na dose máxima dos fármacos em uso antes de pensar em troca ou associação. Leia o caso com olhos clínicos!
Caso semelhante pode aparecer em outras provas com pequena variação no histórico ou medicações, então mantenha o foco nas recomendações das diretrizes:
“Os betabloqueadores devem ser prescritos a todos os pacientes sem contraindicação após IAM, visando redução de mortalidade e recorrência.”
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