Na história clínica de pacientes com urticária crônica, ou ...

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Q1686561 Medicina
Uma paciente de 33 anos de idade, previamente hígida, refere que, há cerca de dois meses, vem apresentando placas avermelhadas elevadas muito pruriginosas disseminadas pelo corpo, que duram cerca de 12 horas a 14 horas e somem espontaneamente, sem deixar lesões residuais. Nas crises mais intensas, a paciente percebe os lábios e as pálpebras edemaciados, sendo que esse edema dura até 48 horas. Nega uso contínuo de medicações e nega doenças semelhantes nos familiares. Ao exame, apresenta leve edema em lábio inferior, além de placas polimórficas eritemato-elevadas difusas em tronco e membros, de bordos bem definidos, sem alteração na textura da pele. Constatam-se ausculta cardiopulmonar normal, FC = 98 bpm, FR = 20 irpm, PA = 120 mmHg x 80 mmHg e SatO2 = 98%.


Com relação a esse caso clínico e tendo em vista os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
Na história clínica de pacientes com urticária crônica, ou seja, nos casos em que a urticária se manifesta diariamente ou quase diariamente por mais de quatro semanas, é essencial que se determine se ela é induzida por estímulos específicos ou é espontânea, sendo que, nessa última, recomenda-se investigação apenas com exames básicos, hemograma e VHS ou PCR.
Alternativas

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Tema central: Urticária crônica – diagnóstico, investigação laboratorial e distinção entre formas espontânea e induzida.

Justificativa para a alternativa correta:

A alternativa está errada. Embora reconheça corretamente a importância de distinguir a urticária crônica espontânea daquela induzida por estímulos específicos (como frio, pressão ou exercício), limita de forma inadequada a investigação laboratorial apenas ao hemograma e à VHS ou PCR.

Segundo a Atualização do Guia Prático da ASBAI para o Diagnóstico e Tratamento da Urticária (Dias GAC et al.), a investigação inicial deve obrigatoriamente incluir também IgE total e anticorpos antitireoperoxidase (IgG anti-TPO):

"Urticária crônica espontânea: Hemograma, VHS e/ou PCR, IgG anti-TPO e IgE total." (Tabela 2)

Esses exames visam identificar eventuais causas subjacentes, como doenças autoimunes de tireoide ou outras condições inflamatórias, comuns na UCE.

Análise crítica das alternativas:

  • Alternativa C (certo)Incorreta, pois omite exames essenciais recomendados em diretriz recente (anti-TPO e IgE total). Sua limitação pode gerar atraso ou falha diagnóstica em casos com componente autoimune ou atópico.
  • Alternativa E (errado)Correta. Reconhece que a assertiva não contempla todos os exames recomendados pelas melhores práticas e, portanto, reflete a expectativa das bancas por conhecimento técnico atualizado.

Estratégias de prova:

Fique atento a comandos como “apenas”, “somente” ou omissão de recomendações atuais — essas expressões costumam revelar pegadinhas. Em urticária crônica, lembre-se de sempre associar história clínica, exame físico e investigação laboratorial guiada por diretrizes modernas.

Base normativa:

  • ASBAI, 2024: Atualização do Guia Prático – “Tabela 2: Testes diagnósticos recomendados”.

Obra de referência: Harrison’s Principles of Internal Medicine, 21ª ed., capítulo de doenças da pele.

Resumo: Para urticária crônica espontânea, realize hemograma, VHS ou PCR, anti-TPO e IgE total. Não restrinja a propedêutica aos exames básicos apenas — siga o que determinam as diretrizes nacionais e internacionais!

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Comentários

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A questão está equivocada em afirmar que, em casos de urticária crônica espontânea, a investigação deve ser feita apenas com exames básicos, como hemograma, VHS ou PCR. A urticária crônica espontânea é uma condição complexa que pode ser associada a diversas outras doenças e condições, incluindo autoimunidade, infecções, câncer, e distúrbios endócrinos, entre outros. Portanto, a investigação desses pacientes deve ser ampla e individualizada, levando em consideração os sintomas, o histórico médico, e os exames físicos do paciente. Além disso, a urticária crônica pode ser associada a angioedema, que é um inchaço nos tecidos mais profundos da pele, frequentemente na face e nos lábios, como descrito no caso clínico. A investigação dessa condição também requer uma abordagem mais abrangente do que apenas exames básicos. Portanto, a afirmação na questão é falsa.

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