Uma primigesta, com 41 semanas de gravidez, estimadas pela D...
Uma primigesta, com 41 semanas de gravidez, estimadas pela DUM e confirmadas por ultrassonografia de primeiro trimestre, comparece à consulta de pré-natal. O exame clínico revela ausência de atividade uterina, feto único em apresentação cefálica alta, colo longo, posterior, permeável a uma polpa digital. Assinale a alternativa que apresenta a conduta mais apropriada nesse caso.
Gabarito comentado
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Tema central: A questão aborda gestação prolongada (≥ 41 semanas) em primigesta com colo uterino desfavorável, sem trabalho de parto ativo e apresentação cefálica. O foco é a conduta obstétrica adequada nesses casos, conforme protocolos oficiais.
Justificativa – Alternativa correta (E):
O manejo indicado inicia-se com avaliação do bem-estar fetal (volume de líquido amniótico e cardiotocografia). Se ambos normais, a diretriz do Ministério da Saúde recomenda amadurecer o colo com misoprostol – especialmente em colos longos, posteriores e pouco dilatados, como no caso descrito. Após maturação cervical adequada, ocitocina pode ser empregada para indução efetiva do trabalho de parto, reduzindo riscos associados à gestação prolongada (e.g., macrossomia, sofrimento fetal).
Diretriz oficial: “O misoprostol é recomendado para o amadurecimento cervical em casos de colo desfavorável, seguido pela indução com ocitocina, se necessário.” (Gestação de Alto Risco: Manual Técnico, Ministério da Saúde).
Análise das alternativas incorretas:
A) Induzir diretamente com ocitocina em paciente com colo desfavorável tende ao insucesso, pois a eficácia é baixa sem prévio amadurecimento cervival.
B) O uso rotineiro de Doppler não é indicado para avaliação inicial em gestação prolongada sem fatores de risco específicos. Misoprostol é adequado, mas o Doppler isoladamente não determina conduta.
C) Induzir diretamente com ocitocina ignora o colo uterino desfavorável, inviabilizando o sucesso; além disso, Doppler não é exame de escolha.
D) Indicar cesárea (“via alta”) de imediato não é preconizado sem tentativa de parto vaginal, salvo contraindicações obstétricas.
Estratégias e Pegadinhas:
Muitos candidatos erram essa questão por subvalorizar o amadurecimento do colo uterino (fator crucial para o sucesso da indução), optando apenas pela ocitocina ou indicando cesariana precoce. Atente-se para o termo “colo longo, posterior, permeável a 1 polpa digital” (sinaliza necessidade de misoprostol) e a ausência de trabalho de parto (não há urgência cirúrgica).
Referências:
- Gestação de Alto Risco: Manual Técnico – MS, 2012
- Revisões sistemáticas (Cochrane, UpToDate) sustentam uso de misoprostol para amadurecimento cervical.
Resumo final: Em gestação ≥ 41 semanas, sem complicações e colo desfavorável, avalie bem-estar fetal e, se adequado, realize amadurecimento cervical com misoprostol e só então considere indução com ocitocina.
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