Os termos destacados em “SE a supunham uma toleirona, engan...
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Gabarito comentado
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Tema central: Esta questão avalia o conhecimento das funções morfossintáticas da palavra "se" na língua portuguesa, exigindo análise gramatical e atenção ao contexto sintático da frase.
No trecho destacado – “Se a supunham uma toleirona, enganavam-se.” – temos duas ocorrências de “se” com funções diferentes. Compreender as várias classificações possíveis para “se” é crucial, tanto para eliminar alternativas incorretas quanto para justificar a correta, conforme abordam Evanildo Bechara e Celso Cunha & Lindley Cintra nas gramáticas de referência.
1. Função do "se" em “Se a supunham uma toleirona”:
Aqui, “se” introduz uma condição. Trata-se de uma conjunção subordinativa condicional, ligando uma oração adverbial condicional à principal. Pode ser substituído por “caso”: Se (= caso) a supunham tola, enganavam-se.
2. Função do "se" em “enganavam-se”:
Nesse caso, “se” atua como pronome reflexivo, indicando que o sujeito pratica a ação sobre si mesmo (eles enganavam a si próprios), típico na construção reflexiva do verbo.
Análise das alternativas:
A) Conjunção adverbial e pronome reflexivo.
Correta. O primeiro “se” é conjunção condicional; o segundo, pronome reflexivo.
B) Partícula apassivadora e índice de indeterminação do sujeito.
Errada. Em nenhum dos casos a partícula “se” indica passiva (“vende-se casa”) nem indetermina o sujeito (“vive-se bem aqui”).
C) Pronome reflexivo e pronome reflexivo.
Errada. Apenas o segundo “se” é reflexivo.
D) Pronome apassivador e pronome indefinido.
Errada. Não há valor de apassivação ou indefinição em nenhum “se” nesse contexto.
E) Conjunção integrante e pronome reflexivo.
Errada. O “se” condicional não é integrante (não introduz oração subordinada substantiva); sua função é adverbial.
Dica para provas: Atente-se ao verbo e à posição do “se”. Quando ligar orações e indicar condição: conjunção adverbial. Se vier posposto ao verbo, indicando ação reflexiva: pronome reflexivo.
Gabarito: A
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Comentários
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GABARITO: LETRA A
→ “Que diabo significavam tais cautelas?... Se a supunham uma toleirona, enganavam-se – ela era muito capaz de os enfiar a todos pelo ouvido de uma agulha!”
→ Temos uma conjunção subordinativa adverbial condicional (=equivale a "caso") e logo após um pronome reflexivo, ele equivale a "si mesmos" (=engavam a si mesmos).
✓ FORÇA, GUERREIROS(AS)!!
Com duas observações chegamos ao gabarito:
Se a supunham uma toleirona, enganavam-se
1º Perceba que há uma noção condicional ao inserirmos um "caso" em um primeiro momento.
2º Substitua o 2º "SE" Por a si mesmo.
Enganava-se = enganava a si mesmo.
Bons estudos!
Fiquei na duvida se é conjunção adverbial condicional ou conjunção adverbial causal, porqe se fosse substituir pelo "JA QUE" tbm faz sentindo.
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