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Tema central: A questão aborda estratificação de risco e conduta inicial no tromboembolismo pulmonar (TEP). Para resolvê-la, é fundamental reconhecer os sinais clínicos de gravidade e saber correlacionar achados de exames com classificações atuais de risco.
Justificativa da alternativa correta (C): A paciente apresenta TEP de risco intermediário-alto: estável hemodinamicamente (PA 130/75 mmHg), mas com disfunção do ventrículo direito no ecocardiograma e biomarcador aumentado (NT-proBNP 800 ng/L). Segundo o protocolo "Estratificação de Risco e Tratamento da Embolia Pulmonar":
"Grupo B (moderado risco): presença de sinais de disfunção do ventrículo direito... e/ou elevação do BNP."
A conduta recomendada, conforme diretrizes nacionais e internacionais (SBPT, ESC/ERS), é anticoagulação plena com monitorização rigorosa. Trombólise fica reservada para deterioração clínica posterior (não é indicada de rotina nesse perfil).
Análise das alternativas incorretas:
A) "TEP de risco intermediário-alto; trombólise com alteplase": ERRADA. Apesar da classificação correta do risco, a trombólise não é indicada de rotina em hemodinamicamente estáveis, como reforçado nas diretrizes (vide ESC/ERS 2019, seção 9.3).
B) "TEP de risco alto; anticoagulação plena, e trombólise com alteplase": ERRADA. O quadro não preenche critérios de alto risco (ausência de hipotensão ou choque). Trombólise e classificação estão incorretas.
D) "TEP de risco intermediário-baixo; anticoagulação plena e monitorização": ERRADA. O risco é intermediário-alto devido à presença simultânea dos critérios (disfunção VD + elevação de marcador).
Dicas para interpretação: Atenção à definição de alto risco (sempre envolve instabilidade hemodinâmica), à associação dos critérios de risco intermediário-alto e à indicação cuidadosa de trombólise, geralmente reservada para deterioração clínica e risco de vida iminente. As bancas frequentemente exploram o erro conceitual na indicação de trombólise.
Evidências e fontes principais: Diretrizes SBPT 2021, ESC/ERS (2020-2021), protocolos do Ministério da Saúde e Harrison’s Principles of Internal Medicine (20ª ed.), Capítulo de TEP.
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