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Q2067623 Medicina
Mulher de 54 anos chegou no pronto-socorro com dispneia súbita e dor torácica ventilatório dependente há 2 horas. Exame físico: frequência respiratória 30 ipm, frequência cardíaca 120 bpm, pressão arterial 130/75 mmHg, saturação periférica de oxigênio 90% em ar ambiente. Antecedentes pessoais: diabetes mellitus tipo 2, hipertensão arterial sistêmica e tabagista. Angiotomografia de tórax: falha de enchimento nas artérias subsegmentares bilaterais, com áreas sugestivas de infarto pulmonar nas bases. Ecocardiografia: dilatação e hipocinesia do ventrículo direito. Exames laboratoriais: NT-proBNP 800 ng/L (normal até 125 ng/L); troponina normal. Em relação à estratificação de risco de mortalidade e conduta inicial para esse caso de tromboembolismo pulmonar (TEP), assinale a alternativa correta. 
Alternativas

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Tema central: A questão aborda estratificação de risco e conduta inicial no tromboembolismo pulmonar (TEP). Para resolvê-la, é fundamental reconhecer os sinais clínicos de gravidade e saber correlacionar achados de exames com classificações atuais de risco.

Justificativa da alternativa correta (C): A paciente apresenta TEP de risco intermediário-alto: estável hemodinamicamente (PA 130/75 mmHg), mas com disfunção do ventrículo direito no ecocardiograma e biomarcador aumentado (NT-proBNP 800 ng/L). Segundo o protocolo "Estratificação de Risco e Tratamento da Embolia Pulmonar":

"Grupo B (moderado risco): presença de sinais de disfunção do ventrículo direito... e/ou elevação do BNP."

A conduta recomendada, conforme diretrizes nacionais e internacionais (SBPT, ESC/ERS), é anticoagulação plena com monitorização rigorosa. Trombólise fica reservada para deterioração clínica posterior (não é indicada de rotina nesse perfil).

Análise das alternativas incorretas:

A) "TEP de risco intermediário-alto; trombólise com alteplase": ERRADA. Apesar da classificação correta do risco, a trombólise não é indicada de rotina em hemodinamicamente estáveis, como reforçado nas diretrizes (vide ESC/ERS 2019, seção 9.3).

B) "TEP de risco alto; anticoagulação plena, e trombólise com alteplase": ERRADA. O quadro não preenche critérios de alto risco (ausência de hipotensão ou choque). Trombólise e classificação estão incorretas.

D) "TEP de risco intermediário-baixo; anticoagulação plena e monitorização": ERRADA. O risco é intermediário-alto devido à presença simultânea dos critérios (disfunção VD + elevação de marcador).

Dicas para interpretação: Atenção à definição de alto risco (sempre envolve instabilidade hemodinâmica), à associação dos critérios de risco intermediário-alto e à indicação cuidadosa de trombólise, geralmente reservada para deterioração clínica e risco de vida iminente. As bancas frequentemente exploram o erro conceitual na indicação de trombólise.

Evidências e fontes principais: Diretrizes SBPT 2021, ESC/ERS (2020-2021), protocolos do Ministério da Saúde e Harrison’s Principles of Internal Medicine (20ª ed.), Capítulo de TEP.

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Comentários

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A alternativa correta é a C - TEP de risco intermediário-alto; anticoagulação plena e monitorização. O caso apresenta uma paciente com fatores de risco conhecidos para tromboembolismo pulmonar, como a idade, o tabagismo, a diabetes mellitus tipo 2 e a hipertensão arterial sistêmica. Além disso, a angiotomografia de tórax mostra falha de enchimento nas artérias subsegmentares bilaterais, com áreas sugestivas de infarto pulmonar nas bases e a ecocardiografia revela dilatação e hipocinesia do ventrículo direito. O NT-proBNP também está elevado, o que indica uma sobrecarga do ventrículo direito. Com base nesses dados, o caso é classificado como de risco intermediário-alto e a conduta inicial é a anticoagulação plena e a monitorização da paciente. A trombólise com alteplase é uma opção para casos de risco alto, o que não é o caso dessa paciente.

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