A 36a Bienal de São Paulo, intitulada Nem todo viandante a...
Da calma e do silêncio
Quando eu morder a palavra, por favor, não me apressem, quero mascar, rasgar entre os dentes, a pele, os ossos, o tutano do verbo, para assim versejar o âmago das coisas.
Quando meu olhar se perder no nada, por favor, não me despertem, quero reter, no adentro da íris, a menor sombra, do ínfimo movimento.
Quando meus pés abrandarem na marcha, por favor, não me forcem. Caminhar para quê? Deixem-me quedar, deixem-me quieta, na aparente inércia.
Nem todo viandante anda estradas, há mundos submersos, que só o silêncio da poesia penetra.
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Gabarito comentado
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Gabarito: D
Fundamento decisivo: O ponto decisivo era a autoria do poema reproduzido no enunciado: a fonte oficial da 36ª Bienal de São Paulo atribui “Da calma e do silêncio” a Conceição Evaristo, o que torna correta a alternativa D.
- Quando a questão cobra autoria vinculada a evento, obra ou curadoria, priorize a atribuição factual informada institucionalmente.
- Se o enunciado traz texto ligado a uma mostra ou projeto cultural, verifique se o próprio contexto já ativa uma referência oficial suficiente para identificar o autor.
- Não substitua dado expresso de autoria por impressão estilística quando a base da questão é reconhecimento factual.
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