"No período do Estado Novo (1937-1945), foi criado, em 193...
Fonte: Aqui se pensa, aqui se paga. Revista de História da Biblioteca Nacional. Ano 11, n.0 125, julho 2016, p.74.
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Alternativa correta: A
Tema central: A questão aborda o papel do DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda) durante o Estado Novo (1937-1945), período marcado pela concentração de poder nas mãos de Getúlio Vargas e pelo uso intenso dos meios de comunicação como instrumento de controle social e político.
Resumo teórico: O DIP foi criado em 1939 para centralizar e controlar a informação no Brasil, promovendo a imagem positiva do governo e censurando conteúdos contrários à ditadura. Entre suas funções estavam: regular a imprensa, rádio, cinema e publicidade, além de produzir material de propaganda oficial. O órgão administrava e financiava publicações alinhadas com o regime, como os jornais "A Manhã" (RJ) e "A Noite" (SP), e oferecia estabilidade financeira a jornalistas que colaborassem com o governo. A atuação do DIP é referência clássica em livros como "Estado Novo: Ideologia e Propaganda Política" (Angela de Castro Gomes) e documentada em arquivos da Fundação Getúlio Vargas.
Justificativa da alternativa A: A alternativa A está correta pois descreve exatamente como o DIP utilizava uma rede de jornais e revistas para difundir a ideologia do Estado Novo, oferecendo benefícios a colaboradores e promovendo o controle da informação.
Análise das alternativas incorretas:
B: Está errada ao afirmar que a censura se restringia ao Sul e Sudeste. O DIP atuou nacionalmente, inclusive em regiões onde a circulação de jornais era limitada, utilizando rádio e outros meios.
C: Incorreta porque não houve liberdade para críticas abertas por parte da imprensa e intelectuais, já que a repressão e a censura foram muito rígidas durante o Estado Novo.
D: Equivocada, pois a Academia Brasileira de Letras nunca se opôs institucionalmente ao regime e, ao contrário do que afirma a alternativa, Getúlio Vargas se tornou "imortal" na ABL principalmente por sua relevância política, não por polêmicas ou oposição à ditadura.
Dicas de interpretação: Ao analisar questões sobre o Estado Novo, busque termos como censura, centralização, propaganda e desconfie de afirmações que minimizem o controle estatal ou exagerem a liberdade de crítica. Fique atento a generalizações e detalhes incoerentes com o contexto autoritário.
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contava com o apoio de uma rede de jornais e revistas, que ofereciam aos seus colaboradores uma fonte de renda estável, dentre eles, os jornais "A manhã", no Rio de Janeiro, e "A noite", em São Paulo.
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