As complicações pós-operatórias em cirurgias colorretais e ...

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Q3913560 Medicina
As complicações pós-operatórias em cirurgias colorretais e anorretais podem envolver sangramento, infecção, deiscência anastomótica, alterações da disfunção continência, intestinal podendo e impactar significativamente a recuperação e o prognóstico do paciente. Acerca do assunto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)O sangramento pós-operatório é raro e não exige monitoramento específico nem intervenção imediata.

(__)Infecção do sítio cirúrgico é improvável em cirurgias colorretais devido à preparação intestinal pré-operatória, dispensando cuidados profiláticos.

(__)Alterações transitórias da função intestinal são incomuns após cirurgia colorretal e não requerem acompanhamento clínico.

(__)A deiscência anastomótica representa uma complicação grave, podendo levar a sepse e necessitar intervenção cirúrgica urgente.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Reconhecer que, no pós-operatório de cirurgias colorretais e anorretais, sangramento, infecção do sítio cirúrgico e disfunção intestinal transitória são complicações clinicamente relevantes, enquanto a deiscência anastomótica é grave e pode cursar com sepse e necessidade de reintervenção; isso torna falsas as três primeiras assertivas e verdadeira a quarta, definindo a sequência F, F, F, V.

Tema central: Complicações pós-operatórias colorretais
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta porque considera verdadeiras as quatro assertivas. As três primeiras estão erradas por negar ou banalizar complicações relevantes no pós-operatório colorretal. Sangramento pode exigir monitorização e intervenção; infecção do sítio cirúrgico não é improvável e não dispensa profilaxia; disfunção intestinal transitória é frequente e requer acompanhamento clínico.
B
Errada
Incorreta porque erra a terceira assertiva. Embora acerte que sangramento não dispensa monitorização e que infecção não é improvável nem prescinde de profilaxia, falha ao marcar como verdadeira a afirmação de que alterações transitórias da função intestinal são incomuns e não exigem acompanhamento. O oposto é o correto: íleo/disfunção intestinal pós-operatória é complicação frequente em cirurgia colorretal e deve ser vigiada clinicamente.
C
Errada
Incorreta porque marca como verdadeira a primeira assertiva e como falsa a quarta. Isso contraria dois pontos centrais: sangramento pós-operatório não pode ser tratado como raro a ponto de dispensar monitoramento específico, e deiscência anastomótica é, sim, complicação grave, com risco de coleção, peritonite e sepse, podendo exigir intervenção urgente.
D
Certa
A alternativa D está correta porque corresponde à sequência F, F, F, V, que é a única compatível com o conhecimento cirúrgico consolidado sobre o pós-operatório colorretal. Sangramento pós-operatório não pode ser tratado como evento irrelevante, pois pode demandar monitorização clínica e hemodinâmica e eventual intervenção. Infecção do sítio cirúrgico não é improvável nesse cenário, já que a carga bacteriana intestinal mantém risco infeccioso relevante e o preparo intestinal não elimina a necessidade de profilaxia e cuidados preventivos. Alterações transitórias da função intestinal, como íleo e retardo do trânsito, são frequentes após cirurgia colorretal e precisam de acompanhamento clínico. Já a deiscência anastomótica é corretamente descrita como complicação grave, pois a falha da anastomose pode causar extravasamento de conteúdo entérico, inflamação local, peritonite/abscesso e sepse, com possibilidade de abordagem urgente conforme gravidade.
Pegadinha da questão
A banca explorou expressões absolutas que banalizam complicações reais: 'não exige', 'dispensando', 'improvável' e 'incomuns'. A confusão é tomar medidas preventivas ou caráter transitório do quadro como se eliminassem risco ou necessidade de acompanhamento.
Dica para questões semelhantes
  • Em pós-operatório colorretal, desconfie de assertivas que tratem sangramento, infecção ou íleo como eventos sem relevância clínica.
  • Preparo intestinal e profilaxia reduzem risco, mas não tornam improvável a infecção nem dispensam cuidados preventivos.
  • Alteração funcional transitória não significa ausência de importância clínica; em cirurgia colorretal, o acompanhamento do trânsito intestinal faz parte da vigilância pós-operatória.
  • Diante de deiscência anastomótica, o critério decisivo é o potencial séptico da falha da anastomose e a possibilidade de necessidade de intervenção urgente.

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