Há forma verbal na voz passiva e pleno atendimento às regras...
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.
Um século de cinema*
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Tema central da questão: A questão aborda morfologia verbal, exigindo identificação de forma verbal na voz passiva e verificação de correta concordância verbal conforme a norma-padrão.
Comentário da alternativa correta – D:
Em “A arte cinematográfica contemporânea é vista pela autora como um produto cujos parâmetros se confundem com os do mercado mais descarado.”, temos:
- Voz passiva analítica: “é vista” (verbo ser + particípio “vista”). O sujeito “A arte cinematográfica contemporânea” recebe a ação, preenchendo o critério da passiva.
- Concordância verbal: O verbo “é” está no singular, concordando corretamente com o sujeito singular. (Regra: o verbo concorda com o núcleo do sujeito – “A arte…” é/foi/vista…)
Segundo Cunha & Cintra, “a voz passiva analítica exige auxiliar ‘ser’ e particípio, com concordância plena entre verbo e sujeito paciente”. Portanto, alternativa D está em perfeita conformidade com a norma.
Análise das alternativas incorretas:
A) “Falta, em nossos dias, qualidades…” – Erro de concordância: é qualidades (plural), deveria ser “faltam”. Além disso, não há voz passiva.
B) “Faltam por vezes o necessário senso crítico…” – O verbo “faltam” deveria estar no singular (o necessário senso crítico), configurando erro de concordância. Sem voz passiva.
C) “Parecem... o número de pessoas” – Sujeito é o número (singular), logo, correto é “parece”. Erro frequente em concursos: pessoas muitas vezes confundem número de + substantivo plural com sujeito no plural. Sem voz passiva.
E) “Não haveria quem imaginassem…” – Quem é sempre singular, então seria “imaginasse”. Falta de concordância e ausência de voz passiva.
Pegadinha frequente: Fique atento! Ao procurar voz passiva, busque verbo “ser” + particípio ou pronomes apassivadores (“se”).
Resumo prático: Uma frase só está correta nesta questão se trouxer voz passiva e concordância plena. Lembre-se: o verbo “ser” seguido do particípio marca a passiva analítica, e deve concordar com o núcleo do sujeito.
Referência: Cunha & Cintra, Nova Gramática do Português Contemporâneo; Bechara, Moderna Gramática Portuguesa.
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Comentários
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adriana campi, "Por que = por qual" se equivalem
O erro da letra A não seria este: falta(m), em nossos dias, qualidades que pudessem ganhar nossa...?
O "por que" poderia ser trocado por "por qual motivo", uma vez que são equivalentes..
d) A arte cinematográfica contemporânea é vista pela autora como um produto cujos parâmetros se confundem com os do mercado mais descarado.
Alguém poderia me mostrar qual o erro da opção E?
Sobre o comentário do colega, a referência dele está incorreta, observem:
b) Às pessoas a quem o cinema comercial se dirige faltam por vezes o necessário senso crítico para reagirem às bobagens que se lhes oferece.
(às bobagens que oferecem)
Não se refere "às bobagens", pois esse constitui objeto direto de "oferecem", que, no caso, o pronome relativo "que".
O real objeto indireto de "oferecem" seria "às pessoas".
Oferece algo: As bobagens (que)
A alguém: Às pessoas.
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Por isso a B está incorreta.
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