Leia a seguinte situação. Durante as atividades de faz-de-co...
Durante as atividades de faz-de-conta, uma professora observa que um grupo de crianças de 5 anos organiza espontaneamente uma encenação de “hospital”, atribuindo papéis de médico, paciente e atendente. Podemos afirmar que a brincadeira de papéis sociais e de formação da personalidade
Podemos afirmar que a brincadeira de papéis sociais e de formação da personalidade
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Gabarito: Alternativa B
1. Tema central:
A questão trata dos aspectos psicológicos do brincar de faz-de-conta na infância, especialmente a importância da brincadeira de papéis sociais para o desenvolvimento psicológico e social da criança. É fundamental compreender o papel da brincadeira simbólica na formação da personalidade, cooperação e internalização de regras sociais.
2. Resumo teórico:
Segundo a teoria de Vygotsky e autores como Piaget, o faz-de-conta não é apenas diversão: é uma poderosa ferramenta de desenvolvimento. Ao brincar, a criança experimenta diferentes papéis, aprende regras sociais, coopera com os colegas, entende limites e exercita a imaginação e a empatia. O brincar simbólico contribui diretamente para a constituição da identidade e para a internalização de valores sociais. Essas ideias são reforçadas pelas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (MEC, 2009).
3. Justificativa da alternativa correta (B):
A alternativa B está correta porque reconhece que a brincadeira simbólica permite à criança elaborar e internalizar experiências sociais, desenvolver cooperação, regras e identidade. Estas são funções centrais do faz-de-conta conforme a psicologia do desenvolvimento. Brincar de “hospital”, por exemplo, ajuda a criança a compreender o funcionamento de papéis sociais e a lidar com emoções e conflitos em um ambiente seguro.
4. Análise das alternativas incorretas:
A: Minimiza a importância do faz-de-conta, reduzindo-o a lazer, quando na verdade é atividade central no desenvolvimento simbólico.
C: Limita a brincadeira à repetição e memória, desconsiderando a criatividade e autonomia envolvidas.
D: Sugere que a contribuição é limitada sem a direção do adulto, o que contraria a ideia de espontaneidade e protagonismo infantil.
E: Aponta o brincar apenas como preparação para conteúdos formais, ignorando seu valor próprio para o desenvolvimento integral.
5. Estratégias de interpretação:
Fique atento a palavras que reduzem ou limitam funções do brincar (“apenas”, “somente”, “pouco acrescenta”). Desconfie de alternativas que supervalorizam a intervenção adulta em atividades espontâneas ou reduzem a brincadeira a um instrumento para conteúdos escolares. Busque alternativas que consideram o brincar como parte essencial do desenvolvimento psicológico e social da criança.
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