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Q1686536 Medicina
Um adolescente de 13 anos de idade manifesta quadros recorrentes de sibilância desde o primeiro ano de vida. Em consulta de rotina, verificou-se que apresenta tosse aos esforços (atividade física e riso intenso), mas sem relato de falta de ar. Atualmente evita atividades muito intensas; prefere jogos eletrônicos. Dorme bem no geral, mas desperta cerca de duas vezes por semana com tosse seca. Não usa medicação de resgate (broncodilatador inalado) há aproximadamente quatro meses, nem medicação de manutenção. Não possui alterações dignas de nota ao exame físico.


Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir.  
O achado típico esperado à espirometria é de distúrbio restritivo leve com redução da capacidade vital forçada.
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Gabarito: E (Errado)

Tema central: A questão aborda a interpretação da espirometria no contexto da asma, distinguindo entre padrões obstrutivo e restritivo.

Raciocínio clínico: O adolescente apresenta sintomas clássicos de asma – sibilância recorrente, tosse desencadeada por esforço e risos, sintomas noturnos e histórico desde tenra idade. Essas características são compatíveis com asma persistente de leve a moderada, sem uso atual de medicamentos de resgate ou manutenção.

Padrão espirométrico típico da asma:
Conforme o PCDT Asma e a SBP, a asma demonstra distúrbio ventilatório obstrutivo, caracterizado por:

  • Redução do VEF1 (Volume Expiratório Forçado no 1º segundo)
  • Redução da relação VEF1/CVF
  • Melhora significativa após broncodilatador
Citando o PCDT (tópico 3.2.2): “A obstrução das vias aéreas caracteriza-se por redução do VEF1 e da relação VEF1/CVF ou por obstrução que desaparece/melhora após broncodilatador.”

O que seria padrão restritivo?
No distúrbio ventilatório restritivo, há redução da CVF, mas a relação VEF1/CVF está normal ou elevada. Isso ocorre em doenças intersticiais, condições torácicas ou neuromusculares, não na asma.

Por que a alternativa está ERRADA?
Porque na asma o esperado é padrão OBSTRUTIVO, não restritivo. Relatar redução da CVF como esperado seria incompatível com os mecanismos fisiopatológicos da asma.

Pegadinha: Muitos candidatos associam “redução da capacidade vital forçada” com asma, mas isso é típico das restrições pulmonares, não da obstrução. O foco deve ser na relação VEF1/CVF reduzida.

Dica de prova: Sempre relacione sintomas, fisiopatologia e padrões funcionais. Leia atentamente termos como “restritivo” e “capacidade vital forçada”, pois costumam ser usados para confundir!

Referências: PCDT Asma 2021 (item 3.2.2) e Manual de Condutas em Asma – SBP.

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Comentários

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A afirmação é incorreta. Os sintomas apresentados pelo adolescente, como sibilância recorrente, tosse aos esforços, despertar com tosse seca, indicam um possível quadro de asma, que é uma doença obstrutiva e não restritiva. Na asma, o fluxo de ar para os pulmões é dificultado devido ao estreitamento das vias aéreas, o que resulta em uma espirometria caracterizada por um padrão obstrutivo, não restritivo. Portanto, na espirometria, esperaríamos encontrar uma redução no volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1) e na relação VEF1/Capacidade Vital Forçada (CVF), e não um distúrbio restritivo leve com redução da CVF. Os distúrbios restritivos são caracterizados por uma redução na expansão dos pulmões, o que não é o caso aqui.

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