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Q1686530 Medicina
Um lactente de 8 meses de vida chega ao serviço de emergência com quadro de lesões urticariformes em face e tronco, angioedema de pálpebra direita e lábios, vômito seguido de tosse seca, rouquidão e agitação motora, de início súbito há 20 minutos, cerca de 10 minutos após o almoço. Na refeição, ingeriu chuchu, batata inglesa, cenoura, arroz e ovo mexido. Já estava habituado ao consumo desses alimentos, mas, há uma semana, apresentou bolinhas avermelhadas e pruriginosas no rosto e no corpo após ingerir ovo cozido no almoço, que melhoraram após cerca de 20 minutos com banho. Ao exame físico, encontra-se em bom estado geral, corado, hidratado, afebril, eupneico, acianótico, com tosse seca repetitiva e rouquidão leve, sem estridor, choroso e irritado. Constatam-se MVF sem RA, FR = 41 irpm, SatO2 = 96% em ar ambiente, BRNF sem sopros, hemodinamicamente estável, abdome inocente, ativo e reativo, sem sinais meníngeos.


Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
Deve-se orientar a família para que, duas semanas após esse episódio, novamente ofereça à criança os mesmos alimentos em casa, para fins de comprovação diagnóstica.
Alternativas

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O tema central desta questão é a alergia alimentar, especificamente a reação alérgica a ovos em lactentes. O caso clínico descreve uma reação alérgica aguda que inclui sintomas cutâneos (lesões urticariformes e angioedema), respiratórios (tosse seca, rouquidão) e gastrointestinais (vômito) após a ingestão de ovo, sugerindo uma reação de hipersensibilidade imediata, também conhecida como reação do tipo I.

De acordo com as diretrizes médicas, não é recomendado reexpor uma criança a um alimento suspeito de causar reação alérgica em casa, especialmente após uma reação aguda significativa. Isso pode colocar a criança em risco de uma reação alérgica grave ou anafilaxia. Normalmente, testes de provocação oral, se necessários, devem ser realizados em ambiente controlado, como um hospital, onde suporte médico está prontamente disponível.

Vamos analisar a alternativa apresentada:

Alternativa E (Errado): A orientação para reintroduzir os alimentos em casa, duas semanas após o episódio, não é correta. Reintroduzir alimentos que causaram uma reação alérgica significativa sem supervisão médica pode ser perigoso. A abordagem correta seria uma avaliação por um especialista em alergia, que pode realizar testes apropriados e discutir a necessidade e segurança da reintrodução alimentar em um ambiente seguro.

Justificativa para a alternativa correta (E): A orientação de reexpor a criança aos alimentos que causaram uma reação alérgica significativa em casa, sem supervisão médica e em um ambiente não controlado, é equivocada. Essa prática não está alinhada com diretrizes de segurança e manejo de alergias alimentares, que priorizam primeiro a identificação precisa do alérgeno e, se necessário, a realização de testes de provocação em um ambiente seguro.

A questão exige que o aluno reconheça protocolos de segurança no manejo de alergias alimentares e entenda que a segurança do paciente deve sempre ser a prioridade.

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Comentários

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A resposta correta para essa questão é "Errado". A afirmação sugere que a família reintroduza os mesmos alimentos que causaram a reação alérgica na criança, visando comprovar o diagnóstico. Essa orientação é imprópria e potencialmente perigosa, pois pode desencadear uma nova reação alérgica, que pode ser mais grave do que a inicial. O diagnóstico de alergias alimentares deve ser feito por um profissional de saúde qualificado, usando métodos seguros e apropriados como testes cutâneos ou testes de provocação oral supervisionados em ambiente médico. Expor a criança a um alérgeno conhecido em casa, sem supervisão médica, pode resultar em uma reação anafilática, que pode ser potencialmente fatal. Portanto, essa orientação não é adequada e a afirmação é falsa.

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