Paciente idoso, acamado há duas semanas após queda doméstic...

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Q3916391 Enfermagem
Paciente idoso, acamado há duas semanas após queda doméstica, apresenta dificuldade para reposicionamento independente e queixas de dor difusa, sendo avaliado para cuidados de enfermagem e planejamento de prevenção de complicações cutâneas; considerando a fisiopatologia da imobilidade prolongada e seus efeitos sobre a integridade da pele, assinale a alternativa correta sobre prevenção e manejo de úlceras de pressão neste contexto.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O ponto médico cobrado é reconhecer que a imobilidade prolongada em idoso acamado aumenta o risco de lesão por pressão por compressão sustentada e hipoperfusão tecidual; assim, a alternativa correta é a que aponta medidas preventivas mecânicas de alívio e redistribuição da pressão.

Tema central: Prevenção de lesão por pressão
Análise das alternativas
A
Errada
Está incorreta porque hidratação e estado nutricional influenciam a manutenção da integridade cutânea e o reparo tecidual. A base é explícita ao afirmar que não devem ser desconsiderados na prevenção e no manejo. O erro da alternativa é excluir fatores sistêmicos reconhecidamente relevantes.
B
Errada
Está incorreta porque a avaliação da pele em paciente de risco deve ser precoce e periódica, não apenas após aparecimento de lesão visível. A inspeção seriada permite identificar sinais iniciais, como áreas de risco e hiperemia persistente, antes de progressão da lesão. Esperar lesão evidente transforma prevenção em detecção tardia.
C
Errada
Está incorreta porque contraria diretamente a fisiopatologia descrita na base: a imobilidade, mesmo sem ser extremamente prolongada, aumenta significativamente o risco de lesão por pressão por manter compressão sustentada sobre tecidos. Por isso, reposicionamento e superfícies especiais não são dispensáveis; são medidas preventivas centrais.
D
Certa
A alternativa D está correta porque descreve as medidas que atuam diretamente no mecanismo causal da lesão por pressão no paciente imobilizado: a pressão prolongada sem alívio. Mobilização periódica, reposicionamento adequado e superfícies de apoio especiais reduzem a carga mantida sobre áreas de risco e redistribuem a pressão, diminuindo hipoperfusão e isquemia tecidual. No cenário apresentado, essas são as estratégias preventivas fundamentais.
Pegadinha da questão
A banca tenta induzir o erro de negar o papel causal da imobilidade e de reduzir a prevenção apenas à presença de ferida já visível, além de sugerir falsamente que nutrição e hidratação podem ser ignoradas.
Dica para questões semelhantes
  • Se o enunciado traz acamamento e dificuldade de reposicionamento, pense imediatamente em risco por pressão sustentada com isquemia tecidual.
  • A medida correta costuma ser a que atua no mecanismo principal: aliviar e redistribuir pressão com mobilização, reposicionamento e superfícies de apoio.
  • Em prevenção de lesão por pressão, inspeção precoce da pele faz parte da conduta; não se espera a ferida aparecer.
  • Não descarte fatores sistêmicos de suporte, como hidratação e nutrição, porque eles influenciam integridade cutânea e cicatrização.

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