Assinale a alternativa em que o trecho destacado em – Atos ...
Leia o texto para responder à questão.
Mas o que é isso?
Outro dia apresentei um dos espetáculos do meu grupo de dança para pessoas com deficiência em um teatro aqui de Brasília e, logo após a apresentação, fizemos um bate-papo com o pessoal que foi assistir.
Entendo que essa ideia de um grupo de dança que mistura pessoas com e sem deficiência no palco ainda é um tanto recente aqui em Brasília e poucas pessoas viram espetáculos assim. Por isso, acho curioso esse bate-papo final. Surgem tantas questões e comentários interessantes que daria para escrever um livro só com eles.
Um dos comentários mais comuns é em relação à superação. As pessoas ficam muito emocionadas e dizem que é muito lindo ver a superação das pessoas com deficiência dançando. Com o passar do tempo e conforme fomos trabalhando, começamos a nos questionar: por que quando eu danço, eu apenas trabalhei e estudei para aprender aquilo e, por isso, estou dançando, mas a pessoa com deficiência superou limites? Ela não pode ter apenas trabalhado muito para adquirir aquele conhecimento, assim como todos nós?
As pessoas também costumam elogiar muito o trabalho dos professores, dizendo que o que a gente faz é maravilhoso. Já chegaram até a dizer que é quase milagroso! Ah, se essas pessoas imaginassem o quanto a gente aprende com nossos alunos que têm deficiência, elas elogiariam o trabalho deles, o esforço deles, pois para a gente não é esforço nenhum estar com eles!
Bom, mas nessa última apresentação surgiram umas perguntas diferentes. Primeiro perguntaram o que é dança para a gente. Bom, o que é dança? Dança é movimento. Como todos nós, que estamos vivos, nos mexemos – pois piscamos, respiramos, nossos corações batem –, todos nós podemos dançar! Dança nada mais é do que fazer poesia com o corpo. E então surgiu a outra pergunta que rendeu um belo debate para o resto da noite: E então, o que é poesia?
O que é poesia? Dentre tantas respostas e discussões, acho que poesia pode ser o que você quiser que seja! O nosso dia, se quisermos, pode ser repleto de poesia! Alguns vão para o trabalho focados apenas no trânsito e em chegar logo, outros vão observando a luz do sol refletida na poça de água que foi formada pela chuva, sorriem e se sentem presenteados quando aquela música que adoram começa a tocar na rádio! Atos corriqueiros, que fazemos sem prestar atenção, um dia, podem nos proporcionar uma experiência nova. Essa experiência pode ser poesia, não pode?
(Clara Braga, www.cronicadodia.com.br, 26.06.2013. Adaptado)
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Gabarito comentado
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Tema central da questão: Regência verbal e uso do pronome relativo, com foco na expressão “dar atenção a”.
A questão avalia como reescrever, de acordo com a norma-padrão, um trecho que envolve o verbo “dar atenção”. Esse verbo exige preposição “a”: quem dá atenção, dá atenção a algo/alguém. Logo, ao usar um pronome relativo para retomar “atos corriqueiros”, é obrigatório que a preposição preceda o “que”: a que.
Explicação da alternativa correta:
A) a que não damos atenção
O uso de “a que” está perfeito, pois respeita a regência do verbo “dar atenção a” (cf. Evanildo Bechara, “Moderna Gramática Portuguesa”). Além disso, mantém o mesmo sentido do trecho original: atos corriqueiros, a que não damos atenção equivale a dizer que há ações do cotidiano às quais não prestamos atenção.
Análise das alternativas incorretas:
B) de que não damos atenção: A preposição “de” não é exigida por “dar atenção” ― erro de regência.
C) sob que não damos atenção: “Sob” indica posição física (“sob a mesa”), inadequado ao contexto semântico.
D) por que não damos atenção: “Por” altera totalmente a regência e o sentido. Não há motivo ou causa embutida na frase.
E) com que não damos atenção: “Com” indicaria acompanhamento ou instrumento, fugindo ao sentido pretendido e à regência.
Estratégia para acertar: Sempre observe o verbo principal do trecho (aqui, “dar atenção”), verifique qual é a preposição exigida por ele, e mantenha essa preposição junto ao pronome relativo para garantir coesão, coerência e respeito à norma culta.
Portanto, a alternativa correta é “a que não damos atenção”.
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Comentários
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Damos atenção A ISTO....
a que damos atenção
Alternativa A.
GABARITO: LETRA A
A) a que não damos atenção ? não damos atenção a alguma coisa (=preposição "a" usada corretamente antes do pronome relativo "que").
B) de que não damos atenção
C) sob que não damos atenção
D) por que não damos atenção
E) com que não damos atenção
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? FORÇA, GUERREIROS(AS)!!
Quem ATENTA ATENTA A ALGO.
GAB. A
Esse conteúdo é chamado de regência.
Quem dá atenção, dá atenção a algo. Atenção exige o aparecimento da preposição ''a''.
Comentário de "Lucas" aqui no QC da QT: Q1872560
Ajuda a entender melhor...
19 de Fevereiro de 2022 às 07:13
GABARITO: B
Aqui a VUNESP cobrou aquele detalhezinho de regência que resolvemos com a regrinha do Itaú. Vou copiar a explicação de outra questão para quem está no comecinho:
➥ Você se lembra de que no comercial a mulher pega o dedo e volta, fazendo o sinal do banco? Se o verbo pedir uma preposição e ele se referir ao termo que está antes do pronome relativo, você pegará a preposição e a colocará antes desse pronome relativo, igual a moça com o dedo rsrs, beleza?
Veja um exemplo:
"Esses são os alimentos de que necessitamos" → Quem necessita, necessita DE algo. Eu necessito DO quê? Dos alimentos. Mas este termo, alimentos, está antes do pronome relativo que. Então eu pego a preposição de do verbo necessitar e jogo para antes do pronome relativo, beleza?
"Esses são os alimentos que necessitamos (de)"
"Esses são os alimentos (de) que necessitamos"
➥ Na questão:
O examinador quer que você troque o alertar por avisar. Beleza!
“(...) havia momentos de vida ou morte para os quais os nossos cães nos podiam AVISAR”
➥ Pessoal, quem pode nos avisar, pode nos avisar DE algo (pode nos avisar DOS momentos de vida ou morte). O verbo pediu preposição, então nós a jogamos para antes do pronome relativo (os quais), assim:
- “momentos os quais os nossos cães nos podiam AVISAR (DE)”;
- “momentos (DE) os quais os nossos cães nos podiam AVISAR”.
➥ Agora, unimos a preposição DE e o pronome OS QUAIS: “momentos (DE + os quais) os nossos cães nossos cães nos podiam AVISAR...” → “momentos DOS QUAIS os nossos cães nos podiam AVISAR”.
➥ Duas questões para você testar seu conhecimento. A primeira é da VUNESP; a segunda, da FGV.
- Q1126173;
- Q1637278.
Espero ter ajudado.
Bons estudos! :)
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