O colesteatoma congênito é um queratoma raro que se origina ...

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Q281806 Medicina
A respeito das doenças otológicas, julgue os itens que se seguem.
O colesteatoma congênito é um queratoma raro que se origina do mesmo ectoderma que forma a notocorda primitiva. Sua incidência é estimada em 3 a 6 casos a cada 100.000 pessoas, com localização mais prevalente na mastoide.
Alternativas

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Gabarito: E) Errado

Tema central: A questão aborda o colesteatoma congênito, uma lesão otológica de origem embrionária, e exige conhecimento aprofundado sobre sua embriologia, incidência e localização típica.

Explicação Didática: O colesteatoma congênito é uma formação cística, composta por epitélio escamoso queratinizado, que se desenvolve a partir de restos ectodérmicos embrionários retidos no ouvido médio durante o desenvolvimento fetal. Diferentemente do citado na questão, a notocorda origina-se do mesoderma, e não do ectoderma. Não há, portanto, relação embriológica entre a notocorda e o colesteatoma congênito.

Incidência: A estimativa de 3 a 6 casos por 100.000 pessoas está correta, mas não invalida os erros conceituais presentes na descrição.

Localização prevalente: O erro principal está aqui: o colesteatoma congênito surge mais frequentemente na cavidade do ouvido médio, e não na mastoide, embora possa ocasionalmente acometer mastoide, ápice petroso ou canal auditivo externo (Manual de Otorrinolaringologia da ABORL-CCF, 2023).

Justificativa da alternativa correta:
A alternativa apresentada é “Errado”, pois:
Origem embriológica: O colesteatoma não se origina da notocorda.
Localização: A mastoide não é a região mais prevalente.
Essas incongruências tornam a assertiva incorreta.

Como identificar pegadinhas: Fique atento a afirmações de causa embriológica (“formada do mesmo ectoderma da notocorda”) e menção de localizações típicas que fogem do padrão (ouvido médio para o colesteatoma congênito).

Diretrizes Científicas & Evidências: Segundo Evidências em Otorrinolaringologia (Rosa, 2022):
“Colesteatoma congênito caracteriza-se pela presença de epitélio escamoso no ouvido médio, sem história prévia de perfuração timpânica ou otorreia.”

Dica de prova: Sempre desconfie de detalhes embriológicos e anatômicos citados de forma absoluta. Compare a informação dada com os manuais de referência.

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