O trecho do quarto parágrafo – Por telefone, falar com o re...
Leia o texto para responder à questão.
Falar ao telefone parece antigo, mas é eficaz
Tenho percebido que entre os profissionais há certa resistência, para não dizer aversão, à velha conversa olho no olho ou mesmo por telefone. Nos últimos meses, noto que, quando tento trazer a discussão de algum tópico do e-mail para o telefone, o processo desanda, é evitado ou continua por mensagens eletrônicas.
Vivemos em um momento paradoxal. As pessoas estão teclando mais do que falando. Teclar mais não melhora a comunicação verbal. O mercado valoriza quem se expressa bem oralmente, com clareza, objetividade, segurança. Em sala de aula, fazer apresentações é um terror. Sofrimento, relatado por alguns, como sendo capaz de tirar o sono por dias.
É fácil entender que o computador nos coloca em situação confortável, pois não é preciso responder no momento, podem-se elaborar as respostas, ganha-se tempo e, além de tudo, ninguém nos vê. Porém, em função da perda de sinais, como a expressão facial, a postura e o tom da voz, aumentam as más interpretações.
Fiz um treinamento em uma empresa para otimizar o trabalho e identifiquei que um dos “devoradores de tempo” e vilões da produtividade era justamente o uso em excesso do SMS e do e-mail ineficaz (aquele em que se copia uma multidão na mensagem, mas o problema não é resolvido). Por telefone, falar com o responsável seria mais rápido e eficaz, reduzindo o tempo para solucionar problemas, mas quase ninguém fazia isso.
Não é por que falamos que nos comunicamos bem. Para melhorar essa competência, só existe um caminho: a prática. Aproveite as oportunidades em sala de aula, as reuniões com colegas ou colaboradores e exercite-se. A fluência e a segurança só virão com a prática. Falar ao telefone pode parecer antigo, mas pode ser mais eficaz do que as mensagens de texto, além de ser mais humano.
(Adriana Gomes, www1.folha.uol.com.br, 26.06.2013. Adaptado)
O trecho do quarto parágrafo – Por telefone, falar com o responsável seria mais rápido e eficaz, reduzindo o tempo para solucionar problemas, mas quase ninguém fazia isso. – está corretamente reescrito, sem alteração da mensagem do texto, em:
Por telefone, falar com o responsável seria mais rápido e eficaz, reduzindo o tempo para solucionar problemas,
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Gabarito comentado
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Comentário de Gabarito — Procurador Jurídico
Tema central da questão: Interpretação de texto e reescrita fiel utilizando conjunções adversativas. A resposta exige domínio do valor semântico dos conectivos e habilidade em manter a coerência do texto, como previsto pelas gramáticas de referência (Bechara; Cunha & Cintra).
Explicação:
O trecho original contrapõe duas ideias: a ação de falar por telefone agilizaria a resolução de problemas, mas quase ninguém fazia isso. O conectivo “mas” expressa a adversidade, ou seja, contrasta a expectativa (uso do telefone seria eficaz) com a realidade (quase ninguém utiliza esse recurso).
A alternativa A substitui corretamente o “mas” por “no entanto”, locução adversativa que mantém o mesmo valor semântico e não altera a mensagem do texto. Segundo Cunha & Cintra, essas conjunções (mas, porém, contudo, todavia, no entanto) são equivalentes quando introduzem oração coordenada adversativa.
Análise das alternativas incorretas:
- B) “tanto que…” — Expressa consequência, e não oposição. Muda o sentido!
- C) “caso…” — Introduz condição, formando oração condicional, incompatível com a ideia adversativa do texto.
- D) “assim…” — Indica conclusão ou resultado, divergindo do propósito de expressar contraste.
- E) “contanto que…” — Também condicional, alterando completamente a lógica do argumento original.
Resumo da estratégia para concursos:
Ao reescrever frases, identifique o valor semântico do conectivo. Palavras adversativas opõem, expressam contraste; conclusivas trazem resultado; condicionais estabelecem possibilidade. A substituição só é possível quando os valores semânticos forem equivalentes. Pergunte-se sempre: “O sentido da relação estabelecida entre as ideias permanece o mesmo?”
Referência: Bechara, Moderna Gramática Portuguesa; Cunha & Cintra, Nova Gramática do Português Contemporâneo.
Alternativa correta: A) no entanto, quase ninguém fazia isso.
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Comentários
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Assertiva A
mas = no entanto
no entanto, quase ninguém fazia isso.
GABARITO: LETRA A
? ? Por telefone, falar com o responsável seria mais rápido e eficaz, reduzindo o tempo para solucionar problemas, mas quase ninguém fazia isso. ? ? temos, em destaque, uma conjunção coordenativa adversativa, nós queremos uma conjunção que possua esse mesmo valor semântico (=no entanto, quase ninguém fazia isso ? conjunção coordenativa adversativa, temos aqui a nossa resposta).
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? FORÇA, GUERREIROS(AS)!!
Más, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, e.
GAB:A
A questão pede a substituição de Conjunção Adversativa por outra Conjunção Adversativa: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, não obstante.
decorem as conjunções.
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