Releia o terceiro parágrafo para responder à questão. É f...
Leia o texto para responder à questão.
Falar ao telefone parece antigo, mas é eficaz
Tenho percebido que entre os profissionais há certa resistência, para não dizer aversão, à velha conversa olho no olho ou mesmo por telefone. Nos últimos meses, noto que, quando tento trazer a discussão de algum tópico do e-mail para o telefone, o processo desanda, é evitado ou continua por mensagens eletrônicas.
Vivemos em um momento paradoxal. As pessoas estão teclando mais do que falando. Teclar mais não melhora a comunicação verbal. O mercado valoriza quem se expressa bem oralmente, com clareza, objetividade, segurança. Em sala de aula, fazer apresentações é um terror. Sofrimento, relatado por alguns, como sendo capaz de tirar o sono por dias.
É fácil entender que o computador nos coloca em situação confortável, pois não é preciso responder no momento, podem-se elaborar as respostas, ganha-se tempo e, além de tudo, ninguém nos vê. Porém, em função da perda de sinais, como a expressão facial, a postura e o tom da voz, aumentam as más interpretações.
Fiz um treinamento em uma empresa para otimizar o trabalho e identifiquei que um dos “devoradores de tempo” e vilões da produtividade era justamente o uso em excesso do SMS e do e-mail ineficaz (aquele em que se copia uma multidão na mensagem, mas o problema não é resolvido). Por telefone, falar com o responsável seria mais rápido e eficaz, reduzindo o tempo para solucionar problemas, mas quase ninguém fazia isso.
Não é por que falamos que nos comunicamos bem. Para melhorar essa competência, só existe um caminho: a prática. Aproveite as oportunidades em sala de aula, as reuniões com colegas ou colaboradores e exercite-se. A fluência e a segurança só virão com a prática. Falar ao telefone pode parecer antigo, mas pode ser mais eficaz do que as mensagens de texto, além de ser mais humano.
(Adriana Gomes, www1.folha.uol.com.br, 26.06.2013. Adaptado)
Releia o terceiro parágrafo para responder à questão.
É fácil entender que o computador nos coloca em situação confortável, pois não é preciso responder no momento, podem-se elaborar as respostas, ganha-se tempo e, além de tudo, ninguém nos vê. Porém, em função da perda de sinais, como a expressão facial, a postura e o tom da voz, aumentam as más interpretações.
O termo pois introduz, com relação à primeira parte do
enunciado,
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Gabarito comentado
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Tema central da questão: Interpretação de texto e relações semânticas dos conectivos. O foco está no papel da conjunção “pois” no parágrafo analisado.
Como resolver a questão?
Segundo as principais gramáticas normativas (Bechara, Cunha e Cintra), o conectivo “pois”, quando introduz uma oração explicativa (isto é, aparece antes do verbo da nova oração), tem valor de justificativa ou explicação. Ele conecta a ideia anterior a um esclarecimento ou razão.
No trecho do texto, lê-se: “É fácil entender que o computador nos coloca em situação confortável, pois não é preciso responder no momento, podem-se elaborar as respostas...”
Analisando:
- A oração antes do “pois” afirma que o computador traz conforto.
- O que vem após “pois” explica por que isso ocorre.
Dessa forma, “pois” serve aqui para justificar a afirmativa feita antes. Logo, a alternativa correta é:
B) uma justificativa.
Análise das demais alternativas:
- A) um contraste: Contraste exige conectivos adversativos como mas, porém, o que não ocorre aqui.
- C) uma condição: Para indicar condição, esperam-se conjunções como se, caso, o que não se observa no trecho.
- D) uma finalidade: Finalidade exige conectivos como para que ou a fim de. “Pois” não tem esse efeito.
- E) uma concessão: Concessões aparecem com embora, mesmo que, o que não é o caso.
Estratégia para concursos:
Atente-se sempre à posição do “pois” e relacione-o ao contexto da frase. Desconfie de alternativas que troquem o tipo de sentido semântico do conectivo. Leia atentamente a oração anterior e posterior ao conectivo.
Regra de ouro: “Pois” como explicativo: começa oração explicando ou justificando a anterior. (Evanildo Bechara, “Moderna Gramática Portuguesa”)
Resumo: A conjunção “pois” justifica ou explica a afirmação anterior; portanto, B) uma justificativa é a alternativa certa.
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Comentários
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Assertiva b
, pois expressa o sentido de justificativa.
GABARITO: LETRA B
? É fácil entender que o computador nos coloca em situação confortável, pois não é preciso responder no momento, podem-se elaborar as respostas, ganha-se tempo e, além de tudo, ninguém nos vê. Porém, em função da perda de sinais, como a expressão facial, a postura e o tom da voz, aumentam as más interpretações.
? Temos, em destaque, uma conjunção coordenativa explicativa (=exprime valor semântico de justificativa, de explicação).
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? FORÇA, GUERREIROS(AS)!!
GAB:B
Pois é uma Conjunção Explicativa, logo, função de Justificativa.
- Explicativas = explicação é o mesmo que justificativa ou dizer o mesmo com outras palavras
porque, pois(anteposto ao verbo = inicio da oração), porquanto, que, ou seja
venha para casa , pois está começando a chover
OBS: Oração anterior a maioria vem com verbo no imperativo, Quando não vier no imperativo pode ter dúvida com causa nesse caso só o contexto salva.
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