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Q3107921 Medicina
Menino, 5 anos, com calendário vacinal desatualizado, chega ao pronto atendimento com relato de tosse predominantemente seca, intermitente, em paroxismos, que geralmente culminam em quadro de vômitos, há 1 semana, e o médico plantonista levanta a hipótese de infecção por Bordetella Pertussis.
Qual é a terapia de escolha para o caso, segundo as recomendações do Ministério da Saúde?
Alternativas

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Tema central: suspeita de coqueluche (Bordetella pertussis) em criança com tosse em paroxismos e vômitos pós-tosse, com vacinação incompleta. Esse padrão clínico é típico da fase paroxística da doença.

Gabarito: B – Azitromicina.

Justificativa da alternativa correta: Os macrolídeos são a terapia de escolha na coqueluche, e a azitromicina é preferida por melhor tolerabilidade, menor tempo de uso e posologia simples, especialmente em crianças. Segundo o Ministério da Saúde, esquemas usuais:
- < 6 meses: 10 mg/kg/dia por 5 dias.
- ≥ 6 meses: 10 mg/kg (máx. 500 mg) no 1º dia, seguido de 5 mg/kg/dia (máx. 250 mg) do 2º ao 5º dia.
O início precoce reduz transmissão e pode atenuar a evolução. Mesmo após 7–14 dias de tosse, trata-se para diminuir contágio.

Diagnóstico clínico e exames (resumo útil para prova): tosse paroxística, vômito pós-tosse, possível “guincho” inspiratório, linfocitose absoluta. Confirmação: PCR/RT-PCR de naso/orofaringe (até 3–4 semanas do início), cultura (mais específica, menos sensível). Não aguardar resultado para tratar se alta suspeita.

Condutas complementares importantes: isolamento por gotículas até 5 dias após início do antibiótico; quimioprofilaxia dos contatos domiciliares com macrolídeo; atualização vacinal.

Análise das alternativas incorretas:

A – Levofloxacino: fluoroquinolona, não é recomendada para coqueluche em crianças; maior risco de eventos adversos músculo-esqueléticos e ausência em diretrizes pediátricas para este fim.

C – Amoxicilina + clavulanato: beta-lactâmico não é eficaz contra B. pertussis e não reduz transmissão; não consta como tratamento de escolha (ineficaz na eliminação do patógeno).

D – Clindamicina: lincosamida com evidência insuficiente e não recomendada como esquema de rotina; não é listada como terapia de primeira linha nas diretrizes.

E – Oseltamivir: antiviral para influenza; não possui ação contra B. pertussis.

Pegadinhas e estratégias: em pediatria, associe tosse paroxística + vômito pós-tosse e vacinação desatualizada à coqueluche. Lembre-se: macrolídeo é a escolha; se citar uma droga específica, prefira azitromicina (alternativas: claritromicina 7 dias; eritromicina 14 dias; TMP-SMX por 14 dias se contraindicado macrolídeo, >2 meses).

Referências essenciais: Ministério da Saúde – Manual de Vigilância Epidemiológica da Coqueluche; UpToDate (Pertussis: treatment and prevention); Harrison’s Principles of Internal Medicine; CDC/WHO guidelines.

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