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Q3107916 Medicina
Pedro, 56 anos, hipertenso e diabético há 10 anos, comparece à consulta de rotina. Está em uso regular de losartana 100 mg/dia e metformina XR 2000 mg/d. Apresenta PA de 122 x 80 mmHg, glicemia de jejum de 120 mg/dL, hemoglobina glicada de 8,4%, clearance de creatinina de 60 mL/min/1,73m² e microalbuminúria (relação albumina/creatinina) em urina isolada de 120 mg/g, valor confirmado em uma segunda amostra.
Qual droga deve ser prioritariamente adicionada à terapia objetivando melhorar o controle glicêmico e tratar a nefropatia (doença renal do diabetes)?
Alternativas

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O tema central da questão é o tratamento da nefropatia diabética em um paciente com controle glicêmico inadequado. Pedro apresenta um quadro clínico de nefropatia diabética, caracterizada pela microalbuminúria e uma função renal diminuída, conforme evidenciado pelo clearance de creatinina de 60 mL/min/1,73m².

Para abordar a questão, é essencial focar no objetivo de melhorar o controle glicêmico e tratar a nefropatia. A alternativa correta é a dapagliflozina (Alternativa B).

Justificativa para a alternativa correta:

A dapagliflozina é um inibidor da SGLT2 (cotransportador sódio-glicose 2), que age diminuindo a reabsorção de glicose nos túbulos renais, promovendo a glicosúria. Além de melhorar o controle glicêmico, esta classe de medicamentos tem demonstrado benefícios renais significativos, como a redução da progressão da doença renal em pacientes diabéticos. Estudos, como os discutidos em artigos no New England Journal of Medicine, confirmam que os inibidores de SGLT2 oferecem proteção renal e cardiovascular, tornando-os uma escolha apropriada para Pedro.

Análise das alternativas incorretas:

A - Linagliptina: Embora os inibidores da DPP-4, como a linagliptina, sejam utilizados para o controle glicêmico, eles não oferecem os mesmos benefícios renais comprovados que os inibidores de SGLT2. Portanto, não é a escolha prioritária para tratar a nefropatia.

C - Acarbose: Este é um inibidor da alfaglicosidase que age retardando a absorção de carboidratos no intestino. Apesar de auxiliar no controle glicêmico, não possui efeitos significativos na proteção renal.

D - Gliclazida: Este é um sulfonilureia que estimula a liberação de insulina. Embora efetivo para reduzir a glicose, não oferece proteção renal e pode aumentar o risco de hipoglicemia, especialmente em pacientes com função renal comprometida.

E - Pioglitazona: Pertencente à classe dos tiazolidinedionas, melhora a sensibilidade à insulina, mas está associada a retenção de líquidos e pode agravar a insuficiência cardíaca, além de não possuir benefícios específicos para a nefropatia diabética.

Para resolver questões como essa, é crucial associar o mecanismo de ação dos medicamentos com os objetivos terapêuticos do paciente, considerando as diretrizes atuais, como as da American Diabetes Association e da Kidney Disease: Improving Global Outcomes (KDIGO).

Lembre-se de sempre considerar o quadro clínico completo do paciente e os efeitos adicionais dos medicamentos além do controle glicêmico.

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⚕️TERAPÊUTICA NO CONTROLE GLICÊMICO E Nefropatia DIABÉTICA

ALTERNATIVA CORRETA: B) Dapagliflozina.

✏️JUSTIFICATIVA.

No caso de diabetes mellitus tipo 2 associado à hipertensão e nefropatia diabética (presença de microalbuminúria e clearance de creatinina reduzido), a prioridade no tratamento deve ser uma medicação que não apenas controle glicemia, mas também tenha benefícios renais. A dapagliflozina, um inibidor do co-transportador sódio-glicose tipo 2 (SGLT2), tem mostrado benefícios significativos na proteção renal, além de reduzir a glicemia e o risco de complicações cardiovasculares. Essa classe de medicamentos é especialmente indicada para pacientes com doença renal diabética, como evidenciado pela microalbuminúria e pela redução do clearance de creatinina.

⚠️ANÁLISE DAS DEMAIS ALTERNATIVAS

[A]: Linagliptina. Embora os inibidores da DPP-4, como a linagliptina, sejam eficazes no controle glicêmico, não possuem efeito comprovado na proteção renal, o que faz com que seja uma escolha secundária em pacientes com nefropatia diabética.

[C]: Acarbose. A acarbose é uma opção terapêutica útil para controlar a glicemia pós-prandial, mas não possui impacto significativo na proteção renal e, portanto, não é a escolha ideal em um paciente com microalbuminúria e comprometimento renal.

[D]: Gliclazida. A gliclazida, um antidiabético sulfonilureia, pode melhorar o controle glicêmico, mas não tem benefícios renais e pode levar a um aumento do risco de hipoglicemia, especialmente em pacientes com função renal comprometida.

[E]: Pioglitazona. Embora a pioglitazona seja eficaz para o controle glicêmico e tenha efeitos no aumento da sensibilidade à insulina, ela não possui impacto tão significativo na proteção renal quanto a dapagliflozina, além de estar associada a efeitos colaterais, como retenção de líquidos e aumento de peso corporal.

RESUMO:

A melhor opção terapêutica para um paciente com diabetes, hipertensão e nefropatia diabética é a dapagliflozina, devido aos seus benefícios no controle glicêmico e proteção renal.

‼️PONTOS CHAVE

Inibidores da SGLT2 (como a dapagliflozina) são a primeira linha para controle glicêmico e proteção renal em pacientes com nefropatia diabética.

Outros medicamentos, como linagliptina e gliclazida, podem ser úteis para controle glicêmico, mas não têm o mesmo impacto sobre a função renal.

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