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Q1686515 Medicina
Os avós levam uma criança de 1 ano de idade ao posto de vacinação para atualização da caderneta. Durante a conversa com o agente comunitário de saúde, os avós relatam preocupação com um exame ao nascimento, apesar de o neto estar bem, sem adoecimento. Contam que o primeiro teste do pezinho deu uma alteração na tireoide e, quando foi repetido, o resultado foi normal. Mesmo assim, eles não se mostraram tranquilos e ficam com medo de dar vacina, principalmente durante a pandemia.


A respeito desse caso clínico e tendo em vista os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
Caso a criança, no momento da visita ao posto de saúde, apresentasse sinais de doenças do trato respiratório superior, com febre, tosse e (ou) coriza ou ainda diarreias leves, estaria contraindicada a vacinação.
Alternativas

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Tema central: Administração de vacinas em crianças com doenças do trato respiratório superior ou quadros leves de diarreia. O ponto chave é compreender as precauções e contraindicações para vacinação nesta população, especialmente durante quadros leves de infecção.

Justificativa da resposta correta ("E - errado"): Segundo o Manual de Normas e Procedimentos para Vacinação do Ministério da Saúde (2024), está claramente estabelecido:

“Doenças leves não contraindicam imunização ativa. Nos casos de febre com temperatura axilar maior ou igual a 37,8°C, a vacinação deve ser adiada…”

Portanto, sintomas leves como coriza, tosse sem febre alta ou diarreia leve não representam contraindicação para administração de vacinas. Adiar injustificadamente a vacinação prolonga o risco de exposição da criança às doenças imunopreveníveis.

Análise crítica das alternativas:

a) C (certo) – Incorreta: Equívoco conceitual. Muitos alunos podem cair nessa pegadinha por confundir sintomas leves com contraindicação absoluta. Atenção: Somente quadros de doença moderada a grave, especialmente com febre alta (≥ 37,8°C) indicam o adiamento da vacinação.

b) E (errado) – Correta: Corresponde ao conhecimento atual das diretrizes nacionais e internacionais: a presença de sintomas leves não impede a vacinação.

Dica para provas: Prefira sempre interpretar palavras de intensidade no enunciado (“leve”, “alta”, “grave”), pois elas mudam completamente a conduta. Também desconfie de proibições generalizadas, já que a vacina faz parte da proteção coletiva e individual da criança.

Referências essenciais: Além do Manual supracitado, outras fontes, como o Manual de Vigilância Epidemiológica de Eventos Adversos Pós-Vacinação e sistemas internacionais como o UpToDate e a SBP, endossam essa conduta.

Resumo: Vacinar é seguro mesmo com quadros leves de infecção respiratória ou diarreia leve. Suspender a vacinação somente em doenças agudas moderadas ou graves, preferencialmente acompanhadas de febre alta.

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Comentários

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A assertiva está ERRADA. A presença de sintomas leves de doenças do trato respiratório superior, como febre baixa, tosse e/ou coriza, ou ainda diarreias leves, não são contraindicações para vacinação. As contraindicações para a vacinação são bastante restritas e incluem reações alérgicas graves a doses anteriores da mesma vacina ou a algum componente da vacina, e doenças agudas graves com ou sem febre. O objetivo das contraindicações é evitar eventos adversos graves. Enquanto isso, o objetivo de não contraindicar em caso de doenças leves é evitar o atraso no calendário vacinal e garantir a proteção adequada da criança contra doenças imunopreveníveis. A presença de doenças leves não afeta a eficácia ou segurança das vacinas.

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