Nas crianças com alteração inicial do líquor, neurossífilis,...
Gabarito comentado
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Gabarito: E) errado
Tema central: O foco da questão é o seguimento do recém-nascido diagnosticado com neurossífilis após tratamento, especialmente a indicação de novas punções liquóricas para monitoramento.
Explicação didática: A sífilis congênita pode resultar em comprometimento do sistema nervoso central (neurossífilis), muitas vezes assintomática em recém-nascidos. O monitoramento do líquido cefalorraquidiano (LCR) é fundamental para avaliar a resposta ao tratamento, sendo um passo indispensável independentemente da presença ou ausência de sintomas neurológicos. A recidiva ou persistência do Treponema pallidum no SNC pode ser silenciosa.
Por que a alternativa está errada? Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para Sífilis Congênita do Ministério da Saúde (ver seção “Acompanhamento do RN com LCR alterado”):
“A criança com alterações iniciais de LCR deve ser submetida a punção lombar de controle, mesmo se assintomática, após seis meses do tratamento ou até normalização do LCR.”
Portanto, não se deve aguardar a manifestação de sintomas neurológicos para realizar nova punção. O acompanhamento é sistemático e protocolado, garantindo erradicação da infecção e prevenção de sequelas.
Estratégias de prova: Atenção à expressão “deve ser reservada quando aparecerem sinais e sintomas neurológicos”. Essa construção sugere conduta reativa e não proativa, contrariando recomendações oficiais. Palavras absolutistas, como “apenas”, costumam indicar alternativas pegadinha.
Fundamento científico: Conforme UpToDate e consensos internacionais (CDC, OMS), o acompanhamento neurológico do RN com neurossífilis recomenda punções seriadas do LCR, com repetição em 6 meses, mesmo sem sintomatologia clínica. Se o LCR permanecer alterado, as investigações devem ser mantidas até normalização ou até excluída infecção ativa.
Resumo crítico: Só reservar a nova punção liquórica ao surgimento de sintomas neurológicos não protege a criança adequadamente, sendo conduta insuficiente e incompatível com as diretrizes. O acompanhamento ativo é necessário.
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