Menina de 7 anos, não vacinada contra o sarampo, frequenta ...

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Q3792932 Medicina
Menina de 7 anos, não vacinada contra o sarampo, frequenta uma escola onde foi confirmado um caso de sarampo que evoluiu com pneumonia e necessidade de internação. Os pais relatam que evitaram vaciná-la por medo de efeitos adversos. A criança não teve contato direto com o caso confirmado, pois estuda em turno diferente, mas, a família busca orientação sobre o que deve ser feito agora. Qual deve ser a conduta mais adequada neste caso?
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Ministério da Saúde, Instrução Normativa que instrui o Calendário Nacional de Vacinação 2025, item vacina tríplice viral (SCR): "Para toda a população, a vacina tríplice viral (SCR) está disponível nas salas de vacina da rede pública para a faixa etária entre 12 meses e 59 anos de idade. Recomenda-se vacinar o mais breve possível: o Pessoas na faixa etária entre 12 meses e 29 anos de idade não vacinadas ou com esquema incompleto: iniciar ou completar o esquema de 2 doses, conforme situação vacinal encontrada, considerando o intervalo de 30 dias entre as doses, mínimo de 15 dias (excepcionalmente*). Considerar vacinada a pessoa que comprovar 2 doses de vacina tríplice viral." A criança tem 7 anos e não foi vacinada, de modo que deve iniciar a atualização vacinal com tríplice viral.

Tema central: Atualização vacinal do sarampo
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque a criança tem 7 anos, não vacinada contra sarampo, e se enquadra na orientação oficial de iniciar o esquema com vacina tríplice viral. A base também reforça, em apoio, que "A partir dos 5 anos, as crianças devem receber a vacina tríplice viral se não estiverem vacinadas ou se estiverem com o esquema incompleto" e que "Crianças a partir de 5 anos de idade não vacinadas ou sem comprovante de vacinação deverão receber a primeira dose da tríplice viral e agendar a segunda dose da tríplice viral, com intervalo mínimo de trinta dias entre as doses." O caso confirmado na escola não afasta o calendário; ao contrário, reforça a necessidade de vacinação do suscetível não vacinado.
B
Errada
Está errada porque substitui a conduta de imunização por mera notificação e observação. A base é expressa em que, para pessoa de 12 meses a 29 anos não vacinada, a orientação oficial é iniciar ou completar o esquema com tríplice viral. Vigilância epidemiológica não substitui vacinação do suscetível.
C
Errada
Está errada porque transforma a imunoglobulina associada à vacina em conduta padrão, sem suporte fático-normativo no enunciado. A base afirma que não há descrição de condição excepcional que justifique essa profilaxia passiva e que, para a criança hígida de 7 anos não vacinada, a regra aplicável é vacinar conforme o calendário.
D
Errada
Está errada porque acrescenta antiviral como medida de bloqueio epidemiológico sem previsão normativa para a hipótese narrada. A base é específica ao registrar a inexistência de suporte oficial para iniciar antiviral nessa situação.
E
Errada
Está errada porque a observação clínica por 10 dias não substitui a atualização vacinal expressamente indicada para crianças a partir de 5 anos não vacinadas. Além disso, a justificativa temporal da alternativa não elimina o dever de iniciar a tríplice viral no suscetível sem esquema.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre risco epidemiológico e medidas excepcionais: ausência de contato direto não dispensa atualizar a vacinação, e a existência de caso na escola não autoriza presumir, sem base no enunciado, imunoglobulina ou antiviral.
Dica para questões semelhantes
  • Primeiro identifique a faixa etária e o status vacinal; aqui, 7 anos e não vacinada ativam a regra de iniciar tríplice viral.
  • Não troque medida de vigilância por conduta imunizatória quando a base oficial manda vacinar o suscetível.
  • Só admita imunoglobulina ou outra medida excepcional se o enunciado trouxer a hipótese técnica específica que a justifique.
  • Para crianças a partir de 5 anos não vacinadas, a base destacou tríplice viral com programação da segunda dose em 30 dias.

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