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Q1686503 Medicina
Uma criança de 8 anos de idade, portadora de síndrome de Down, ao ser atendida em consulta de seguimento, apresentou as seguintes mensurações: peso = 34 kg (percentil 90-95); altura = 1,18 cm (percentil 25); e IMC = 25 (percentil 95). Ao exame, encontra-se em BEG, corada, hidratada, FC = 80 bpm, FR = 30 irpm e SatO2 = 97% em AA. Quanto ao aparelho cardiovascular, verifica-se RCR, 2T, sem sopros, constatando-se também precórdio calmo, pulmonar e abdome sem alterações.


Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
Em relação ao IMC, observa-se um percentil aumentado, configurando um excesso de peso. Para tal avaliação, podem ser utilizadas as curvas da Caderneta da Criança.
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central: O foco principal é a avaliação nutricional de crianças com Síndrome de Down e o uso correto das curvas de crescimento para interpretação do IMC.

Justificativa para a alternativa correta:

A alternativa correta é E) errado. Crianças com Síndrome de Down apresentam crescimento e desenvolvimento diferenciados em comparação à população pediátrica geral, sendo caracterizadas por estatura mais baixa e, frequentemente, tendência ao excesso de peso.

Portanto, não se deve utilizar as curvas padrão da Caderneta de Saúde da Criança (desenvolvidas para crianças sem comorbidades) para avaliar IMC, peso e altura em crianças com Síndrome de Down. Para esta população, é imprescindível usar as curvas específicas para Síndrome de Down, pois elas refletem melhor os parâmetros esperados e previnem erros diagnósticos referentes ao estado nutricional.

Segundo parecer técnico oficial e publicação da Sociedade Brasileira de Pediatria: “São apresentadas as novas curvas brasileiras de crescimento para pacientes com Síndrome de Down, destacando a importância de sua utilização na prática clínica, a fim de se detectar precocemente desvios do crescimento que podem ser indicadores de comorbidades ou complicações.”

Análise crítica da alternativa incorreta:

A alternativa “C) certo” estaria correta apenas se falasse da população geral. A pegadinha clássica aqui é assumir que as curvas da caderneta servem universalmente. Na prática clínica, usar a curva errada pode superdiagnosticar obesidade ou ignorar complicações clínicas específicas da criança com Síndrome de Down.

Estratégias para provas:

  • Atente-se sempre ao grupo populacional descrito no enunciado (neste caso, crianças com condição genética específica).
  • Palavras como “sempre” ou afirmações genéricas costumam ser armadilhas para quem não observa particularidades clínicas.

Resumindo: Para crianças com Síndrome de Down, a avaliação antropométrica deve utilizar curvas específicas, já recomendadas pela SBP e reconhecidas pelo Ministério da Saúde. Não utilize as curvas padrão da Caderneta!

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Comentários

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A assertiva está correta. O IMC, ou Índice de Massa Corporal, é uma medida que avalia o estado nutricional de um indivíduo. No caso da criança mencionada, um IMC de 25, situado no percentil 95, é considerado elevado para a sua idade, sugerindo excesso de peso. Em pediatria, utiliza-se curvas de percentis para avaliação do crescimento e desenvolvimento das crianças. A Caderneta da Criança, por exemplo, contém essas curvas, que permitem o acompanhamento e a avaliação do estado nutricional da criança, mostrando a relação entre o peso e a altura. Portanto, o texto está correto ao afirmar que a criança apresenta excesso de peso e que a Caderneta da Criança pode ser usada para essa avaliação.

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