No caso acima, a suspeita diagnóstica mais provável é:

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Q3792918 Medicina
Leia o caso a seguir para responder à questão.


Mãe de criança de 1 ano e nove meses vem para investigação de imunodeficiência, pois desde os 7 meses ele apresenta quadro de diarreia crônica e várias infecções, sendo 2 pneumonias (1 com necessidade de internação) e 4 otites. Também apresenta rinite e broncoespasmo ocasional.
No caso acima, a suspeita diagnóstica mais provável é:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Não há fundamento jurídico-normativo aplicável; a resolução depende de critério técnico-clínico de Imunologia Pediátrica. O quadro descrito — início aos 7 meses, diarreia crônica e infecções recorrentes de vias aéreas/otites/pneumonias — é mais compatível com deficiências predominantemente de anticorpos, e não com imunodeficiência combinada grave, defeitos de fagócitos, deficiência de C1 esterase ou defeitos da imunidade inata.

Tema central: Imunodeficiência humoral
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque o padrão temporal e o fenótipo infeccioso do caso coincidem com deficiência predominantemente de anticorpos: a criança começou a adoecer após os 6 meses, fase em que se torna mais evidente a perda da proteção por anticorpos maternos, e passou a apresentar infecções respiratórias recorrentes típicas, com 4 otites e 2 pneumonias, além de diarreia crônica. Esse conjunto é o dado decisivo de compatibilidade clínico-fenotípica apontado pela base.
B
Errada
Está errada porque a imunodeficiência combinada grave costuma ter apresentação mais precoce e globalmente mais grave, com infecções oportunistas, comprometimento sistêmico importante e quadro mais exuberante. O enunciado não traz esse padrão como eixo principal; ao contrário, descreve sobretudo infecções respiratórias de repetição compatíveis com deficiência humoral.
C
Errada
Está errada porque faltam os elementos sindrômicos típicos dos defeitos de fagócitos. A base exige, para essa hipótese, achados como abscessos profundos, infecções cutâneas, estomatites, má cicatrização ou infecções características, e nada disso aparece no caso.
D
Errada
Está errada por incompatibilidade direta entre a entidade clínica da alternativa e os sinais descritos. Deficiência de inibidor de C1 esterase se relaciona principalmente a angioedema hereditário, não ao padrão de otites, pneumonias recorrentes e diarreia crônica por imunodeficiência.
E
Errada
Está errada porque defeitos da imunidade intrínseca e inata costumam gerar perfis infecciosos mais específicos, frequentemente ligados a certos vírus, micobactérias, fungos ou padrões sindrômicos próprios. Esse não é o fenótipo narrado, que é o clássico de infecções bacterianas respiratórias recorrentes após a queda da proteção humoral materna.
Pegadinha da questão
A banca explora a tendência de confundir diarreia crônica com imunodeficiência combinada grave, ignorando que o conjunto do caso é dominado por início após 6 meses e por otites e pneumonias de repetição, padrão mais compatível com deficiência de anticorpos.
Dica para questões semelhantes
  • Valorize o momento de início do quadro: após cerca de 6 meses, a queda da proteção por anticorpos maternos favorece a suspeita de deficiência humoral.
  • Quando predominarem otites e pneumonias de repetição, pense primeiro em deficiência de anticorpos antes de migrar para defeitos mais específicos.
  • Não escolha imunodeficiência combinada grave sem sinais de maior gravidade global, infecções oportunistas ou quadro sistêmico mais exuberante.
  • Não marque deficiência de C1 esterase se o caso não trouxer angioedema como manifestação central.

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