A fratura de Colles é fratura da extremidade distal do rádio...

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Q3838531 Fisioterapia
A fratura de Colles é fratura da extremidade distal do rádio com desvio dorsal do fragmento distal, comum em quedas com apoio da mão espalmada. A reabilitação fisioterapêutica pósimobilização visa recuperar amplitude de movimento, força e função. O movimento do punho que apresenta maior limitação após imobilização prolongada por fratura de Colles devido à retração da cápsula articular anterior e encurtamento de flexores, sendo prioridade nas fases iniciais da reabilitação, é o(a):
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O critério decisivo é biomecânico: na retração da cápsula articular anterior do punho e no encurtamento dos flexores, o movimento oposto fica mais restringido. No caso descrito, isso direciona a resposta para a extensão do punho, conforme a base de decisão médica.

Tema central: Rigidez pós-imobilização do punho
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque o mecanismo descrito não restringe primariamente a flexão. A cápsula anterior retraída limita o movimento oposto ao seu lado, ou seja, a extensão. Além disso, flexores encurtados não causam perda principal de flexão; eles dificultam o movimento antagonista, que é a extensão.
B
Errada
Está errada porque pronação é rotação do antebraço, predominante nas articulações radioulnares, e não o arco do punho diretamente explicado por retração da cápsula anterior do punho e encurtamento de flexores. A base admite que pronação pode sofrer impacto em fraturas distais do rádio em alguns casos, mas neste enunciado o mecanismo fornecido aponta especificamente para extensão do punho.
C
Certa
A alternativa C está correta porque a extensão do punho é diretamente limitada pelas duas alterações descritas no enunciado: a cápsula anterior retraída é tensionada na extensão, e os flexores encurtados se opõem mecanicamente a esse mesmo movimento. Portanto, o mecanismo anatômico e cinesiológico informado aponta especificamente para perda de extensão, e não para outro arco.
D
Errada
Está errada porque desvio radial não é o movimento classicamente mais comprometido pelo encurtamento da cápsula anterior e dos flexores no contexto apresentado. O achado decisivo do enunciado localiza a restrição em estruturas anteriores do punho, o que produz limitação predominante no plano sagital, especialmente da extensão, e não prioritariamente nos desvios laterais.
E
Errada
Está errada porque desvio ulnar também não decorre diretamente, como principal limitação, da retração da cápsula anterior e do encurtamento dos flexores. O mecanismo informado pela questão é específico para restrição de extensão do punho, que é o movimento que mais tensiona essas estruturas anteriores retraídas.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: achar que músculo encurtado reduz o movimento que ele produz, quando na verdade limita principalmente o movimento antagonista; e misturar rotação do antebraço, como pronação, com movimento do punho, embora o enunciado descreva um mecanismo local da articulação do punho.
Dica para questões semelhantes
  • Quando o enunciado disser qual lado capsular está retraído, procure o movimento oposto a esse lado: é ele que tende a ficar mais limitado.
  • Se houver encurtamento muscular, pense primeiro em qual movimento antagonista esse encurtamento passa a bloquear.
  • Diferencie limitação do punho de limitação das articulações radioulnares: pronação e supinação não se resolvem pelo mesmo raciocínio da flexão e extensão do punho.

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Comentários

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Na fratura de Colles, o movimento que mais sofre limitação após a imobilização é a extensão do punho

Isso ocorre porque o punho costuma ser imobilizado em flexão palmar e desvio ulnar, favorecendo rigidez e encurtamento das estruturas dorsais, o que dificulta a recuperação da extensão.

A gente lê rápido e pensa em marcar flexão kkk aí le novamente e se toca que é extensão limitada devido a posição de imobilização.

A fratura de Colles é uma fratura comum da extremidade distal do rádio, no punho, caracterizada pelo desvio do fragmento ósseo para trás (direção dorsal) após uma queda com a mão estendida. Causa dor intensa, inchaço e uma deformidade típica "em dorso de garfo".

A maior limitação de movimento na reabilitação da fratura de Colles é a extensão do punho.

Devido ao mecanismo da lesão (queda com a mão espalmada) e ao desvio dorsal do osso, a rigidez nessa posição é a mais comum e difícil de recuperar.

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