Adolescente, feminino, 16 anos, tem asma grave há 3 anos. A...

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Q3792907 Medicina
Adolescente, feminino, 16 anos, tem asma grave há 3 anos. Apesar de estar em uso de formoterol 24 mcg/dia e budesonida 1200 mcg/dia, montelucaste 10 mg/dia e pelo menos 1 vez ao mês usar corticóide oral, mantém sintomas de sibilos e dispneia diários. Relato de estridor e sensação de aperto na garganta. A espirometria mostra a curva de fluxo-volume achatada na inspiração/expiração. Qual é a mais provável comorbidade associada à asma dessa paciente e qual é o exame para a sua comprovação?
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O entendimento técnico dominante indicado na base estabelece que, em paciente com asma aparentemente refratária, a presença de estridor, sensação de aperto na garganta e curva fluxo-volume achatada na inspiração/expiração sugere obstrução laríngea induzível/disfunção das cordas vocais; como a espirometria apenas sugere essa hipótese, a confirmação diagnóstica se faz por laringoscopia, o que conduz à alternativa B.

Tema central: Disfunção das cordas vocais
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque apneia obstrutiva do sono pode coexistir com asma, mas o enunciado traz sinais de obstrução laríngea em vigília, com estridor e curva fluxo-volume sugestiva, e não elementos típicos de distúrbio respiratório do sono. O problema central da questão é a correlação clínico-funcional com via aérea alta, não AOS.
B
Certa
A alternativa B está correta porque o quadro não descreve apenas asma mal controlada: ele acrescenta sinais típicos de acometimento laríngeo, especialmente estridor, aperto na garganta e alteração da curva fluxo-volume compatível com obstrução de via aérea alta. Pela base, esse conjunto é o diagnóstico diferencial clássico de asma de difícil controle e aponta para disfunção das cordas vocais. Também está correto o exame indicado, porque a comprovação depende de visualização direta do movimento paradoxal das pregas vocais por laringoscopia; a espirometria, isoladamente, não confirma.
C
Errada
Está errada porque doença do refluxo gastroesofágico pode agravar asma, mas não é a hipótese que melhor explica, de forma específica, a associação entre estridor, sensação laríngea e padrão espirométrico de obstrução de via aérea alta. Além disso, pHmetria e impedanciometria não confirmam o quadro funcional laríngeo descrito.
D
Errada
Está errada porque rinite alérgica é comorbidade frequente da asma, mas não justifica especificamente estridor nem o achatamento inspiratório/expiratório da curva fluxo-volume. Também há inadequação do exame proposto: dosagem de IgE específica não é o exame confirmatório do problema clínico central apresentado no enunciado.
E
Errada
Está errada porque ataques de pânico podem simular dispneia, mas não são a hipótese mais provável diante de achados objetivos que apontam para obstrução de via aérea alta, como estridor e alteração funcional respiratória. Avaliação psicológica não comprova a alteração anatômico-funcional sugerida pela questão.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre asma grave de difícil controle e diagnóstico diferencial de via aérea alta: quem ignorasse estridor, aperto na garganta e a curva fluxo-volume sugestiva tenderia a escolher comorbidades frequentes da asma, em vez da hipótese especificamente indicada pelos achados.
Dica para questões semelhantes
  • Em asma de difícil controle, valorize sintomas laríngeos como estridor e aperto na garganta, porque eles deslocam o raciocínio para disfunção das cordas vocais/obstrução laríngea induzível.
  • Curva fluxo-volume alterada pode sugerir obstrução de via aérea alta, mas, pela base, não fecha diagnóstico sozinha; procure o exame confirmatório específico.
  • Entre comorbidades possíveis da asma, priorize a que explica simultaneamente o quadro clínico e o padrão funcional descrito no enunciado.

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