Coarctação da aorta é uma estenose no arco aórtico, usualme...

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Q2039834 Medicina
Coarctação da aorta é uma estenose no arco aórtico, usualmente na posição do ducto arterioso ou além. Deve ser reparada após o diagnóstico, para minimizar as sequelas de longo prazo.
O reparo pode ser feito por meio das intervenções a seguir, à exceção de uma. Assinale-a.
Alternativas

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Tema central: A coarctação da aorta (CoAo) representa um estreitamento localizado da aorta, frequentemente próximo ao ducto arterioso, que resulta em aumento da pós-carga cardíaca, hipertensão arterial nos membros superiores e risco de insuficiência cardíaca. O tratamento precoce visa prevenir complicações como dissecção aórtica, aneurismas e eventos cerebrovasculares.

Justificativa para a alternativa correta (B): A angioplastia por balão isolada é pouco indicada no reparo definitivo da CoAo, sobretudo em crianças, devido à sua alta incidência de recoarctação e de desenvolvimento de aneurismas no local tratado. Segundo as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020, "o tratamento intervencionista inclui: angioplastia, implante de endoprótese vascular ou cirurgia aberta", ressaltando que a angioplastia isolada tem indicação bastante restrita. Estudos recentes publicados no UpToDate e revisões sistemáticas sugerem que a angioplastia simples tem eficácia inferior ao implante primário de stent.

Análise das alternativas:

A) Uso de enxerto tubular longo para by-pass: Técnica cirúrgica válida, especialmente em casos complexos ou reoperações, indicada para contornar áreas extensas de estenose.
C) Anastomose “boca-a-boca”, comum na infância: Resseção do segmento estenosado seguida de anastomose término-terminal é consagrada, especialmente em neonatos e lactentes.
D) Reparo com flap da artéria subclávia: Consiste no uso da parede da artéria subclávia para ampliar a aorta, técnica bem estabelecida em crianças.
E) Implante primário de stent: Considerado padrão ouro em adolescentes e adultos, reduzindo complicações e taxas de recoarctação quando comparado à angioplastia isolada.

Dicas de prova: Ao ler enunciados, atenção ao comando "à exceção de uma". Busque sempre a intervenção menos eficaz ou não recomendada segundo diretrizes atuais. Atenção a termos como "primário" (primeira escolha) e dados de eficácia de longo prazo.

Conclusão: Apenas a angioplastia por balão isolada não é considerada técnica adequada para o tratamento definitivo da coarctação da aorta em função das altas taxas de recoarctação e de complicações tardias. As demais opções correspondem a abordagens cirúrgicas ou endovasculares reconhecidas e indicadas conforme faixa etária e características do paciente.

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A coarctação da aorta é uma condição congênita caracterizada por um estreitamento da aorta que pode levar ao aumento da pressão arterial antes do ponto da coarctação e redução do fluxo sanguíneo para a parte inferior do corpo. Existem várias opções terapêuticas para corrigir esse defeito. A alternativa B, "Angioplastia por balão", é incorrecta porque essa técnica é frequentemente usada como um método paliativo ou temporário para tratar a coarctação da aorta, mas não é uma opção de reparo definitiva. A angioplastia por balão pode aliviar o estreitamento, mas há uma alta taxa de reestenose após o procedimento, o que significa que o estreitamento pode voltar a ocorrer. As outras opções, como o uso de enxerto tubular longo para bypass (A), anastomose "boca-a-boca" (C), o reparo com flap da artéria subclávia (D) e o implante primário de stent (E), são todas intervenções definitivas que visam corrigir permanentemente a estenose da aorta. Esses métodos são escolhidos com base na idade do paciente, localização e extensão da coarctação, e condição anatômica e fisiológica do paciente.

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