Uma mulher de 64 anos, acompanhada há mais de
20 anos por transtorno afetivo bipolar tipo II,
apresenta, nos últimos 12 meses, piora
progressiva do funcionamento. Familiares relatam
esquecimentos, dificuldade crescente para
planejar e organizar tarefas e necessidade de ajuda
para atividades da vida diária, como controle
financeiro, preparo de refeições e administração de
medicamentos. Além disso, surgiram mudanças
importantes de comportamento: impulsividade,
apatia alternada com desinibição, perda de empatia
e comentários socialmente inadequados. Os
familiares inicialmente atribuíram os sintomas a
flutuações do humor bipolar, porém ela se mantém
eutímica, sem episódios depressivos ou
hipomaníacos recentes. No exame cognitivo,
observa-se déficit de funções executivas, fluência
verbal reduzida, memória episódica relativamente
preservada e ausência de sintomas psicóticos.
Como parte da investigação, foi realizado um PETFDG, que demonstrou hipometabolismo acentuado
em regiões frontais e temporais anteriores
bilateralmente, com preservação relativa do
metabolismo parietal e occipital — padrão
compatível com doença neurodegenerativa do
espectro frontotemporal.
Diante do quadro, qual é o tratamento mais
indicado para essa paciente?
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