R.J.F., homem de 68 anos, com antecedente de varizes de long...

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Q3995542 Medicina
R.J.F., homem de 68 anos, com antecedente de varizes de longa data, apresenta úlcera crônica na perna direita há 4 meses, de bordas irregulares e base limpa, sem sinais de infecção. Está em uso de meias compressivas e realiza curativos regulares. Duplex scan revela refluxo venoso profundo e safeno. Refere dor moderada e dificuldade de locomoção. Exame de glicemia e hemograma normais. De acordo com a diretriz ESVS 2022, qual deve ser a conduta terapêutica prioritária nesse cenário? Assinalar a melhor alternativa entre as proposições abaixo.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Na úlcera venosa ativa sem infecção, com duplex mostrando refluxo safeno e profundo, a ESVS 2022 recomenda compressão como base do tratamento e o tratamento das veias superficiais incompetentes mesmo na presença de incompetência venosa profunda; isso sustenta a alternativa D.

Tema central: Úlcera venosa ativa
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta. O quadro é típico de úlcera venosa: varizes de longa data, bordas irregulares, base limpa, ausência de sinais de infecção e refluxo venoso documentado no duplex. Biópsia não é conduta prioritária nesse cenário; ela fica reservada para úlcera atípica, suspeita de malignização ou falha terapêutica sem explicação, o que não foi fornecido.
B
Errada
Incorreta. Curativo local isolado não corrige a fisiopatologia da úlcera venosa, que é a hipertensão venosa por refluxo superficial e profundo. O próprio enunciado mostra persistência da lesão por 4 meses apesar de curativos regulares e uso de meia compressiva, o que afasta a ideia de apenas aguardar cicatrização espontânea. Pela base da questão e pela ESVS 2022, é necessário associar tratamento etiológico do refluxo à compressão.
C
Errada
Incorreta. Não há sinais clínicos de infecção, portanto antibiótico empírico não tem indicação. Além disso, suspender a compressão contraria o pilar terapêutico da úlcera venosa, já que a compressão reduz a hipertensão venosa e o edema. Essa conduta é tecnicamente inadequada nesse cenário e pode perpetuar a falha de cicatrização.
D
Certa
A alternativa correta é a que trata o mecanismo causal da lesão: hipertensão venosa sustentada por refluxo valvar. A compressão reduz hipertensão venosa, edema e melhora o retorno venoso, enquanto o tratamento ablativo do refluxo superficial/safeno corrige a incompetência hemodinâmica associada à manutenção da úlcera. Segundo a ESVS 2022, a presença de incompetência venosa profunda não contraindica o tratamento das veias superficiais incompetentes em pacientes com úlcera venosa ativa.
Pegadinha da questão
A banca explora a falsa ideia de que refluxo venoso profundo impediria ou inutilizaria o tratamento do refluxo superficial; pela ESVS 2022, o refluxo safeno deve ser tratado mesmo com incompetência venosa profunda coexistente.
Dica para questões semelhantes
  • Em úlcera venosa típica, diferencie cuidado local de tratamento etiológico: curativo ajuda, mas não substitui correção da hipertensão venosa.
  • Na ausência de sinais clínicos de infecção, antibiótico empírico não é indicado para úlcera venosa crônica.
  • Se a questão citar duplex com refluxo superficial/safeno, lembre que a ESVS 2022 recomenda tratá-lo mesmo quando houver refluxo profundo associado.
  • Compressão é componente central do tratamento da úlcera venosa e não deve ser suspensa sem contraindicação informada.

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