L.R.M., mulher de 48 anos, com IMC 31 kg/m², sem comorbidad...

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Q3995539 Medicina
L.R.M., mulher de 48 anos, com IMC 31 kg/m², sem comorbidades significativas, é diagnosticada com trombose venosa profunda aguda de veia femoral superficial à esquerda. Está hemodinamicamente estável, sem sinais de embolia pulmonar, e tem suporte familiar adequado. A paciente questiona sobre a possibilidade de realizar o tratamento em domicílio. Segundo as diretrizes da SBACV 2024, qual é a melhor conduta neste caso? Assinalar a melhor alternativa entre as proposições abaixo.
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: A diretriz SBACV 2024 admite anticoagulação domiciliar/ambulatorial em TEV não complicado, com preferência por anticoagulação como tratamento primário na TVP proximal e sem indicação de trombólise sistêmica ou filtro de VCI na ausência de contraindicação à anticoagulação.

Tema central: TVP proximal ambulatorial
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque transforma em obrigatória uma conduta que a diretriz não impõe. Na TVP proximal estável, sem EP e sem complicações descritas, não há necessidade universal de internação nem de anticoagulação parenteral por 5 dias para todos os casos. A SBACV 2024 admite tratamento domiciliar/ambulatorial e reconhece que a terapêutica não depende obrigatoriamente dessa ponte parenteral.
B
Certa
A alternativa B é a correta porque a paciente tem TVP proximal, mas está hemodinamicamente estável, sem sinais de embolia pulmonar, sem comorbidades relevantes descritas e com suporte familiar adequado. Esse conjunto favorece manejo ambulatorial com anticoagulação plena e seguimento rigoroso, conforme a SBACV 2024, que não exige internação obrigatória apenas pelo diagnóstico de TVP femoral.
C
Errada
Está errada porque trombólise sistêmica intravenosa não é tratamento inicial de rotina da TVP femoral proximal estável. O critério decisivo é que, segundo a SBACV 2024, na maioria dos pacientes com TVP proximal a abordagem preferencial é anticoagulação como tratamento primário, reservando terapias trombolíticas a situações selecionadas. Indicar trombólise aqui expõe a risco hemorrágico sem base no cenário descrito.
D
Errada
Está errada porque filtro de veia cava inferior não é medida profilática de rotina em paciente que pode ser anticoagulado. A indicação clássica, segundo a base, é contraindicação formal à anticoagulação. O enunciado não traz contraindicação, nem falha terapêutica, nem outro dado que sustente filtro; portanto a proposta contraria o critério de indicação.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: achar que TVP femoral proximal exige internação obrigatória e interpretar filtro de VCI ou trombólise como prevenção rotineira de embolia. Além disso, "veia femoral superficial" pertence ao sistema venoso profundo, mas isso não muda o fato de que, sendo quadro estável e não complicado, a diretriz permite tratamento ambulatorial.
Dica para questões semelhantes
  • Em TVP proximal, primeiro decida entre quadro complicado e não complicado; se houver estabilidade, sem EP e com suporte adequado, o ambulatório pode ser aceitável.
  • Não confunda necessidade de anticoagulação plena com necessidade automática de internação.
  • Trombólise na TVP proximal não é rotina; a conduta padrão é anticoagulação terapêutica.
  • Filtro de VCI só entra quando há contraindicação formal à anticoagulação, não como profilaxia habitual.

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