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Q3995535 Medicina
M.S.F., feminino, 67 anos, com claudicação intermitente progressiva há 18 meses, refratária ao tratamento clínico otimizado, incluindo cilostazol, reabilitação supervisionada e controle dos fatores de risco. O ITB é 0,58, e duplex scan mostra lesão femoropoplítea de 80% de estenose. Não apresenta isquemia crítica nem lesões tróficas. Exame físico e laboratorial normais. Segundo a diretriz ACC/AHA 2024, qual é a melhor conduta terapêutica a ser considerada neste caso? Assinalar a melhor alternativa entre as proposições abaixo.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Na diretriz ACC/AHA 2024, claudicação funcionalmente limitante com doença femoropoplítea hemodinamicamente significativa e resposta inadequada ao tratamento clínico otimizado, incluindo exercício estruturado, é situação em que a revascularização endovascular é efetiva; no caso, a paciente tem claudicação refratária, ITB 0,58 e estenose femoropoplítea de 80%, o que sustenta a alternativa B.

Tema central: Revascularização na claudicação
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque a ausência de isquemia crítica não exclui a indicação de revascularização. O ponto decisivo aqui é a claudicação funcionalmente limitante refratária ao tratamento clínico otimizado, já documentada pela falha de cilostazol, exercício supervisionado e controle dos fatores de risco.
B
Certa
A alternativa B é a melhor para o cenário descrito: há claudicação progressiva há 18 meses, falha de cilostazol e reabilitação supervisionada, além de ITB reduzido e lesão femoropoplítea de 80%, caracterizando doença hemodinamicamente significativa. Pela diretriz ACC/AHA 2024, a revascularização pode ser considerada para melhora funcional e de qualidade de vida em claudicação refratária, sem necessidade de isquemia crítica. Neste enunciado, a proposta endovascular é a opção de prova compatível com essa recomendação no território femoropoplíteo descrito.
C
Errada
Está errada porque bypass cirúrgico não é primeira linha obrigatória apenas pela presença de estenose femoropoplítea de 80%. Na base, a cirurgia aberta fica reservada a anatomia desfavorável ao endovascular, doença extensa ou falha endovascular prévia, situações não informadas no enunciado.
D
Errada
Está errada porque anticoagulação oral plena não é tratamento rotineiro da claudicação aterosclerótica estável nem resolve a limitação funcional descrita. Além disso, expõe a risco hemorrágico sem ser a conduta indicada para este objetivo.
Pegadinha da questão
A banca tenta levar o candidato a confundir ausência de isquemia crítica com proibição de intervenção, quando a questão é de claudicação refratária e melhora funcional.
Dica para questões semelhantes
  • Em claudicação intermitente, verifique se houve falha documentada do tratamento clínico otimizado com exercício estruturado.
  • Não exclua revascularização apenas porque não há lesão trófica ou isquemia crítica, se a pergunta for sobre melhora funcional.
  • Em doença femoropoplítea sintomática refratária, a escolha entre endovascular e cirurgia depende da anatomia; sem dados de complexidade ou falha prévia, a alternativa endovascular costuma ser a melhor resposta de prova.
  • Anticoagulação oral plena não deve ser confundida com tratamento da claudicação aterosclerótica estável.

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