C.V.S., 72 anos, homem, com histórico de claudicação intermi...

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Q3995533 Medicina
C.V.S., 72 anos, homem, com histórico de claudicação intermitente há 1 ano, é acompanhado no ambulatório. Refere melhora parcial com uso de cilostazol há 6 meses. Possui hipertensão controlada e dislipidemia, em uso de losartana e atorvastatina. Nega história de sangramento ou fibrilação atrial. O ITB é 0,65 bilateralmente. ECG mostra ritmo sinusal. Segundo a diretriz do Ministério da Saúde (PCDT 2017) para tratamento da doença arterial periférica, qual é a conduta farmacológica mais adequada para esse paciente? Assinalar a melhor alternativa entre as proposições abaixo.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Na DAOP sintomática com claudicação intermitente e ITB de 0,65, a conduta farmacológica indicada é manter a terapia voltada ao sintoma com cilostazol e associar antiagregante plaquetário para prevenção de risco aterotrombótico. A ausência de fibrilação atrial e de outra indicação formal afasta anticoagulação como resposta.

Tema central: DAOP sintomática farmacológica
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa correta contempla os dois eixos do tratamento farmacológico exigidos no caso. O paciente tem DAOP aterosclerótica sintomática, documentada por claudicação e ITB reduzido, o que indica terapia antiagregante para prevenção de eventos cardiovasculares. Ao mesmo tempo, ele já apresentou melhora parcial com cilostazol, que é a medicação voltada ao alívio funcional da claudicação e pode ser mantida quando há benefício. A base ministerial citada pela questão sustenta explicitamente essa coexistência entre antiagregante plaquetário e cilostazol, e o enunciado não traz contraindicação ao AAS.
B
Errada
Está errada porque retira uma droga que já trouxe benefício sintomático e a substitui por anticoagulação sem indicação formal no cenário descrito. O enunciado informa ritmo sinusal, ausência de fibrilação atrial e nenhuma outra condição tromboembólica que justifique rivaroxabana como tratamento isolado da claudicação estável por DAOP. Isso confunde prevenção cardioembólica com prevenção aterotrombótica.
C
Errada
Está errada porque clopidogrel não substitui estatina. Na DAOP aterosclerótica, estatina e antiplaquetário atuam em eixos terapêuticos diferentes e complementares: a estatina participa do controle lipídico e da redução de risco vascular, enquanto o antiagregante reduz eventos aterotrombóticos. Trocar atorvastatina por clopidogrel remove uma terapia de benefício estabelecido em vez de corrigir a lacuna real, que é a ausência de antiagregação.
D
Errada
Está errada porque tempo de uso prolongado do cilostazol, por si só, não é motivo para suspensão. O dado decisivo do enunciado é que houve melhora parcial, o que favorece manutenção da medicação sintomática. Além disso, a base informa que a pentoxifilina tem menor suporte de eficácia para claudicação do que o cilostazol, então a troca proposta piora a lógica terapêutica em vez de aperfeiçoá-la.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre tratamento do sintoma de claudicação e prevenção de eventos cardiovasculares: cilostazol melhora a marcha, mas não substitui a antiagregação recomendada na DAOP sintomática; além disso, o ritmo sinusal e a ausência de FA servem para afastar a opção com anticoagulação.
Dica para questões semelhantes
  • Em DAOP com claudicação, se o paciente já usa cilostazol com benefício, pense em mantê-lo para sintoma e verificar se falta terapia de prevenção cardiovascular.
  • Diferencie antiagregação de anticoagulação: claudicação estável em ritmo sinusal não cria, por si só, indicação de anticoagulante.
  • Não aceite troca de estatina por antiplaquetário: são tratamentos complementares, não substitutos.
  • Uso prolongado de cilostazol não obriga suspensão se houver eficácia e tolerância.

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