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Q3995532 Medicina
L.M.S, mulher, 64 anos, diabética e hipertensa, relata dor em membros inferiores ao caminhar duas quadras, com melhora ao repouso. Ao exame físico, os pulsos femorais são palpáveis, mas os tibiais posteriores e pediosos estão diminuídos bilateralmente. O índice tornozelo-braquial (ITB) em repouso é de 0,94. Devido à persistência dos sintomas, foi solicitado ITB pós-exercício, que apresentou queda para 0,73. Segundo a diretriz da ESC 2024 sobre doenças arteriais periféricas e aórticas, qual é a conduta diagnóstica mais adequada diante desse quadro? Assinalar a melhor alternativa entre as proposições abaixo.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Na ESC 2024, ITB ≤0,90 confirma PAD, mas ITB >0,90 não exclui a doença quando a suspeita clínica persiste; nesse cenário, o ITB pós-exercício deve ser considerado, e a queda do índice após o esforço sustenta o diagnóstico de PAD.

Tema central: ITB pós-exercício na PAD
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque o caso tem clínica sugestiva de claudicação intermitente e exame físico compatível com doença arterial periférica, mas o ITB de repouso de 0,94 é não confirmatório. Por isso, a diretriz ESC 2024 orienta avaliar o ITB pós-exercício quando a suspeita clínica permanece. A queda para 0,73 após o esforço, nesse contexto, é compatível com PAD e confirma comprometimento arterial funcional induzido pelo exercício.
B
Errada
Está errada porque usa o ITB de repouso >0,90 como critério de exclusão, o que contraria a base decisiva da questão. Em paciente com claudicação típica e pulsos distais reduzidos, ITB de repouso de 0,94 não descarta PAD. A ESC 2024 orienta avaliação pós-exercício ou estudos adicionais justamente nesses casos.
C
Errada
Está errada porque antecipa imagem anatômica como primeiro exame, apesar de o diagnóstico funcional já ter sido esclarecido pelo ITB pós-exercício. Pela base, a angiotomografia não é a etapa inicial para confirmar PAD em claudicação quando o teste fisiológico já demonstra comprometimento arterial; seu papel é mais relacionado à definição anatômica e planejamento terapêutico.
D
Errada
Está errada porque direciona a investigação para TVP sem compatibilidade semiológica. TVP não explica dor previsível ao esforço com alívio ao repouso nem a queda do ITB pós-exercício. O enunciado descreve fenótipo arterial clássico, reforçado por pulsos distais diminuídos e alteração hemodinâmica ao exercício.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre ITB de repouso não diagnóstico e ausência de PAD. O erro é tratar 0,94 como valor excludente e ignorar que a claudicação típica pode exigir ITB pós-exercício para confirmação.
Dica para questões semelhantes
  • Não exclua PAD apenas porque o ITB de repouso é >0,90 se a clínica for típica.
  • Em claudicação com ITB de repouso não confirmatório, valorize o ITB pós-exercício como teste fisiológico decisivo.
  • Separe exame funcional de exame anatômico: imagem não substitui a confirmação hemodinâmica inicial quando ela já foi obtida.
  • Use a semiologia para afastar diagnósticos concorrentes: dor induzida por caminhada e aliviada com repouso aponta para insuficiência arterial, não para TVP.

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